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'Sentimos falta
dos brasileiros aqui' |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Domingo, 23 de
agosto de 2009
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CABUL O governo afegão
sente falta da presença brasileira. Tanto que o Brasil é
o próximo país no qual abrirá uma embaixada, no ano
que vem. "É uma potência emergente", diz Davood
Moradian, assessor-chefe do ministro das Relações Exteriores
afegão, Rangin Dadfar Spanta. Atualmente, as relações
diplomáticas estão a cargo das embaixadas do Brasil em Islamabad
e do Afeganistão em Washington. O assessor diz que
o governo afegão está contente com a mudança de política
promovida pelo presidente Barack Obama, em que o Afeganistão voltou
a ser prioridade para os EUA. E aponta como uma das causas da instabilidade
no Afeganistão o fato de o Exército e o serviço secreto
paquistaneses pensarem que "o terrorismo é uma boa moeda de
troca contra a Índia, contra o Afeganistão e contra a comunidade
internacional". Doutor em relações
internacionais pela Universidade St. Andrews, na Escócia, Moradian,
de 33 anos, recebeu o Estado no Ministério das Relações
Exteriores em Cabul, vazio no feriado do primeiro dia do Ramadã,
o mês de jejum muçulmano. O apoio quase incondicional
do governo Bush ao presidente Karzai deu lugar a uma posição
crítica de Obama quanto aos resultados alcançados no Afeganistão.
Vocês têm tido dificuldades em ganhar a confiança do
novo governo americano? Não. Na verdade, ficamos muito satisfeitos com essas críticas, porque não eram apenas contra o governo afegão, mas contra os erros cometidos pela administração (americana) anterior. O Afeganistão foi rebaixado pelo governo Bush. Não era prioridade. Estamos muito contentes de ver que agora o Afeganistão se tornou prioridade para Washington. Cada parte tem de assumir suas responsabilidades por erros passados, e reconhecer nossas realizações. O prestígio
da Otan está em jogo no Afeganistão. Eles ficarão
aqui por muito tempo? Como vocês veem
o desejo manifesto da Rússia e da China de ter um papel maior aqui? Há perspectivas
de uma acomodação entre os dois países? A insurgência
do Taleban no Paquistão não mudou isso? A China está
abordando o Afeganistão como tem feito com outros países
ricos em recursos minerais: sua empresa MCC ganhou um grande contrato
de exploração de cobre e está disputando outro de
ferro. Não há o risco de um monopólio chinês
na exploração de minérios no Afeganistão? |
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