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ONU pede que governo volte atrás na censura |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Quinta-feira, 20 de
agosto de 2009
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CABUL "As pessoas precisam
de acesso à informação, não só no dia
da votação, mas também depois", disse à
agência Reuters Aleem Siddique, porta-voz da missão da ONU
em Cabul. "A credibilidade dessas eleições está
diretamente ligada ao acesso à informação."
O porta-voz acrescentou que a Constituição afegã
garante a liberdade de expressão e que "não está
clara a base legal" dos decretos. "Estamos argumentando isso
perante o governo afegão." A polícia afegã
usou de violência para impedir repórteres de aproximar-se
do local do atentado com carro-bomba na terça-feira e da invasão
de uma agência bancária ontem em Cabul. Um repórter
e um cinegrafista da TV Tolo, a maior emissora privada do país,
chegaram a ser detidos ontem. Siamak Herawi, porta-voz
do presidente Hamid Karzai. "Se algo acontecer, isso vai evitar que
eles (os jornalistas) exagerem, de modo que as pessoas não fiquem
amedrontadas para votar." Depois de cinco anos
sob o regime do Taleban (1996-2001), durante o qual só havia jornais
do governo, e a televisão e imagens em geral estiveram banidas,
os meios de comunicação têm florescido no Afeganistão.
O país tem 300 jornais e 18 canais de televisão - a maioria
privada e independente. |
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