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PRETÓRIA - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva disse ontem em Pretória, capital da
África do Sul, que o país está liderando uma "renascença
africana", e sugeriu que o Brasil quer participar dela, por meio
de uma integração comercial. "A liderança política
e a pujança econômica da África do Sul estão
forjando na África Austral uma renascença africana cujos
resultados pude observar", declarou o presidente, ao fim de uma viagem
de uma semana por cinco países africanos.
"Essa é uma revolução pacífica, cujas
bases vêm sendo construídas no âmbito de iniciativas
inovadoras, que têm a África do Sul como seu pilar",
disse Lula, citando dois organismos dos quais o Brasil e o Mercosul têm
buscado uma aproximação: a União Aduaneira da África
Austral (Sacu) e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral
(SADC). "Na América do Sul, também estamos trilhando
esses caminhos", acrescentou Lula, no discurso do brinde em um jantar
em sua homenagem, na residência oficial do presidente Thabo Mbeki.
A África do Sul, de longe o país mais importante visitado
por Lula nessa viagem, é vista pelo Brasil como porta de entrada
para a região, por liderar esses dois organismos e por estar ligada
aos outros países por estradas, ferrovias e portos. O Brasil quer
vender produtos de alto valor agregado para a África do Sul, como
automóveis, e adquirir tecnologia em setores em que o país
se destaca, como armamentos.
Além do comércio, o Brasil está construindo também
uma parceria política com a África do Sul e a Índia,
reunidos no Grupo dos Três (G-3), para coordenar posições
no cenário internacional, como por exemplo nas negociações
da Organização Mundial do Comércio. Os dois países
também se apoiam mutuamente na postulação de um assento
permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Brasil e África do Sul assinam hoje três acordos de cooperação,
nas áreas de ciência e tecnologia, medicina, meio ambiente,
desenvolvimento urbano e cultura.
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