Traficantes e caçadores ilegais ameaçam conservação

LOURIVAL SANT’ANNA
Enviado especial
Domingo, 4 de julho de 2010

MBOMBELA, África do Sul
Os parques nacionais sul-africanos não têm os problemas usuais das reservas brasileiras - garimpo, extração de madeira e pesca ilegais. Seu desafio são as quadrilhas de caçadores clandestinos e traficantes de chifres de rinoceronte, assim como de carne de antílopes. No caso dos chifres, elas atingem a sofisticação do narcotráfico, empregando helicópteros, armas e munições soníferas, de uso controlado para veterinários.

De janeiro para cá, cerca de 100 rinocerontes foram mortos nos parques nacionais - 33 só no Kruger Park. Em todo o ano passado, haviam sido 122, o que indica um crescimento. Os criminosos imobilizam os rinocerontes com os soníferos - ou com munição convencional -, arrancam seus chifres e os abandonam a uma morte lenta e dolorosa. Este ano foram presos 25 suspeitos.
O marfim do chifre tem diversas aplicações. No Oriente Médio, é usado nos cabos de punhais e facas de luxo. Na China e noutros países asiáticos, é moído, e o pó, utilizado em remédios tradicionais.


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