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Bosquímanos têm patente de cacto dietético |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Domingo, 27
de junho de 2010
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ANDRIESVALE, África do Sul O órgão
autorizou o laboratório inglês Phytopharma a desenvolver
alimentos dietéticos baseados na planta, enquanto determinava como
repassar os royalties aos bosquímanos. Em 2000, o Scir concluiu
que os bosquímanos estavam extintos, e não era necessário
remunerá-los, conta Andries Steenkamp, presidente do Conselho San
da África do Sul. As lideranças reagiram, e em 2001 foi
fechado um acordo numa pousada de safári de Andriesvale, pelo qual
os royalties seriam pagos aos bosquímanos reconhecidos na África
do Sul, Namíbia, Botsuana, Angola, Zâmbia e Zimbábue. Steenkamp conta que
o seu Conselho recebeu 250 mil rands (US$ 33,3 mil) de adiantamento. Com
esse dinheiro, ele tem arcado com as despesas do Conselho, e comprou 8
bodes e cabras para 10 famílias de bosquímanos e outros
20 carneiros e ovelhas para 40. Mas esses rebanhos desapareceram, conta
Steenkamp. "Essas pessoas não tinham nada, e foram vendendo
os animais, até acabar tudo." A Phytopharma tentou
desenvolver milkshakes dietéticos, mas descobriu que faziam mal,
relata Steenkamp. "Nós sabíamos que não daria
certo, porque não se pode misturar hoodia com leite." Então,
em 2008, o laboratório repassou o projeto para a Unilever - que
por sua vez também desistiu. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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