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Queda arrastou esquerda
para o centro |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Domingo, 8 de
novembro de 2009
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BERLIM Embora não
tenha a mesma dimensão histórica que a queda do Muro, a
crise financeira internacional teve o efeito contrário, acredita
Costa. Mesmo na União Democrata-Cristã (CDU), o partido
conservador da chanceler Angela Merkel, ouvem-se críticas à
falta de regulação do mercado. Merkel, política moderada
originária do Leste, incorpora essa nova tendência. O
espaço BLOQUEIO EMOCIONAL
Desde o fim da RDA,
uma nova geração do Partido da Unidade Socialista (SED),
que a governava, tem buscado espaço na política alemã.
Já foi rebatizado duas vezes, como Partido do Socialismo Democrático
e, desde 2006, simplesmente A Esquerda (Die Linke). Na última
eleição de setembro, teve 11% dos votos. Já não
defende a volta da RDA, mas apenas o socialismo, e mesmo assim sofre com
a identificação com o antigo regime. Do outro lado do espectro,
os neonazistas do Partido Democrático Nacional obtiveram apenas
1,8% dos votos não elegendo nenhum deputado. Mas mantêm-se
como fenômeno persistente desde a queda do Muro. Neonazistas realizaram
cerca de 10 mil ataques desde 1990, matando 140 pessoas seus alvos
são imigrantes e esquerdistas. Ao contrário
da Alemanha Ocidental, a RDA não fez uma autocrítica de
seu passado nazista. Por ser comunista, o regime considerou-se imune a
esse impulso. Mas seu ambiente autoritário, diz Funke, combinado
com a desilusão, propiciou o florescimento do neonazismo. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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