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Líderes
demoraram em reconhecer união |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Domingo, 8 de
novembro de 2009
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BERLIM Fomos educados
com a convicção de que a reunificação da Alemanha
dividiria a Europa, recorda o jornalista Gunter Hofmann, de 67 anos,
que publicou um livro sobre o tema. Todos diziam que a Europa não
sobreviveria a uma Alemanha rica e poderosa. O tabu era nutrido
pela culpa dos alemães de terem causado duas guerras no século
20. Só uma Europa forte e unida poderia O atual embaixador
do Brasil na Alemanha, Everton Vieira Vargas, testemunha o quanto a unificação
parecia um sonho distante. Na época chefe do Setor Político
da embaixada em Bonn, Vargas recorda uma reunião que teve em 1986
com Konrad Seitz, do Ministério das Relações Exteriores.
Nela, o diplomata alemão deixou claro que a reunificação
não estava no horizonte de seu governo. No máximo, no futuro,
ele divisava uma união aduaneira. Três anos depois o Muro
cairia e, um ano mais tarde, as Alemanhas se reunificariam. Se os alemães
foram pegos de surpresa, o restante do mundo foi mais ainda.Mesmo o então
dirigente soviético, Mikhail Gorbachev, principal catalisador político
do fim da Alemanha Oriental ao retirar seu apoio à RDA, disse três
meses antes da queda que a questão ficaria para o século
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