|
Festa lembra vítimas
do comunismo |
|
| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Terça-feira, 10
de novembro de 2009
|
|
BERLIM Às vezes,
as pessoas esquecem hoje quantos não puderam sair durante anos,
quantos ficaram presos, disse a chanceler alemã, Angela Merkel,
com os olhos marejados, ao lado de chefes de Estado e de governo. Antes
da alegria da liberdade, muitas pessoas sofreram, acrescentou Merkel,
originária da Alemanha Oriental. Entre 1961, quando
o Muro foi construído, e 1989, pelo menos 136 pessoas foram mortas
pelos guardas alemães orientais, que tinham ordem de disparar contra
quem tentasse fugir para o lado ocidental. Merkel, que cruzou a fronteira
naquela noite de 9 de novembro de 1989, repetiu ontem o gesto no primeiro
posto de controle aberto, a ponte da Bornholmer Strasse, ao lado do O presidente dos EUA,
Barack Obama, às voltas com a aprovação da reforma
do sistema de saúde no Congresso, foi representado pela secretária
de Estado, Hillary Clinton. Os telões instalados no Portão
de Brandenburgo exibiram um vídeo de Obama. Nunca esqueçamos
o 9 de novembro de 1989 nem os sacrifícios que o tornaram possível,
disse Obama, em meio a aplausos. Não poderia Sentindo-se ameaçada
pela expansão da União Europeia em direção
ao Leste, a Rússia defende um novo arranjo de segurança
para o continente. Os ocidentais resistem à ideia. O primeiro-ministro
britânico, Gordon Brown, disse que a queda do Muro permitiu que
duas Europas se tornassem uma só. O presidente
francês, Nicolas Sarkozy, celebrou a liberação
não só dos berlinenses, mas dos países do Leste Europeu,
incluindo a Hungria, terra natal de seu pai. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |