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Brasil volta a
ser prioridade para empresas alemãs |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Domingo, 22 de
novembro de 2009
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BERLIM A viagem do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva à Alemanha, dias 3 e 4, marca
o ressurgimento do apetite dos alemães pelo Brasil que acaba
de elevá-los ao primeiro lugar no ranking de investidores. Depois
de se reunir com os presidentes das principais empresas alemãs,
no dia 3, em Berlim, Lula participará, no dia seguinte, de um seminário
em Hamburgo com mais de 700 A carta de Keitel
parece indicar que suas conversas com o embaixador do Brasil em Berlim,
Éverton Vargas, tiveram eco. Sempre que ele e outros empresários
alemães se queixam das relações privilegiadas do
Brasil com a França, o embaixador explica que o presidente Nicolas
Sarkozy não perde oportunidades de cortejar Lula. Toda vez que
Lula passa pela Europa, Sarkozy o convida para dar uma passadinha
em Paris. Sarkozy foi a Brasília assistir ao desfile do Sete de
Setembro e arrancou de Lula sua preferência pública pelos
caças franceses na licitação da Força Aérea
Brasileira (FAB). RETOMADA Como reflexo da crise
financeira internacional, os investimentos diretos alemães no Brasil
no ano passado US$ 1,04 bilhão foram 40% menores
do que em 2007. Já nos primeiros quatro meses de 2009, as empresas
alemãs investiram no Brasil US$ 1,98 bilhão, 90% mais do
que em todo o ano de 2008. Com isso a Alemanha se tornou o maior investidor
no Brasil, superando os Estados Unidos, que tradicionalmente ocupam o
primeiro lugar nesse ranking. A indústria
alemã está muito interessada na Copa do Mundo no Brasil,
por causa da nossa experiência muito bem-sucedida em 2006,
diz a diretora, referindo-se ao ano em que a Alemanha foi sede do torneio.
Ela cita as soluções economicamente sustentáveis
para os estádios construídos na Alemanha. Em vez de limitar-se
a partidas de futebol, os estádios foram projetados de forma a
abrigar outros eventos, como feiras setoriais, para aumentar o retorno
do investimento. Com isso, companhias de engenharia e arquitetura que
não atuam no Brasil poderiam juntar-se às 1.200 Os alemães querem mostrar que não são só os franceses que têm charme. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |