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Garcia
e argentino não se reuniram com Evo Morales |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Sábado, 18 de outubro
de 2003
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LA PAZ - Numa amostra da seqüência dramática de acontecimentos ontem na Bolívia, os enviados dos presidentes do Brasil e da Argentina, Marco Aurélio Garcia e Eduardo Sguiglia, não puderam ir encontrar-se com o líder indígena Evo Morales em Cochabamba, como estava previsto, porque o helicóptero em que viajariam, da presidência (o único no país), estava sendo usado pelo presidente Gonzalo Sánchez de Lozada e a primeira-dama, Ximena, na sua rota de fuga para Santa Cruz de la Sierra. Garcia e Sguiglia vieram tentar mediar o
conflito. "O Brasil quer ajudar a contribuir para evitar mais derramamento
de sangue", explicou Garcia, sem entrar em detalhes sobre o conteúdo
das conversas que teve. A imprensa local havia noticiado que Morales não
queria receber os enviados, mas Garcia disse que o encontro estava de
pé. Ontem à noite, tentavam contato telefônico com
o líder indígena. O deputado Jorge Ledesma, do Movimento ao
Socialismo (MAS), partido de Morales, e que estava com o líder
indígena ontem à noite, disse ao Estado que ele não
pôde falar com Garcia ao telefone porque estava em reuniões.
Mas ressaltou que a visita dos emissários era bem-vinda. Seguiram para a casa do vice-presidente Carlos
Mesa e, de lá, para o escritório de Manfred Reyes Villa,
líder da Nova Frente Republicana, que havia acabado de pedir ao
presidente que renunciasse, retirando-se da coalizão. "O Brasil
é nosso vizinho mais forte, tem grande identificação
com a Bolívia e pode acalmar a crise e evitar mais derramamento
de sangue", disse Reyes, repetindo as palavras de Garcia. Os dois enviados também não
puderam se encontrar com o outro integrante da coalizão, Jaime
Paz Zamora, dirigente do Movimento de Esquerda Revolucionária,
que no horário combinado estava reunido com o presidente. Conversaram
pelo telefone. Garcia e Sguiglia estiveram, também, com o núncio
apostólico da Bolívia, Ivo Scapolo. |
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