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Borja participou do gabinete de notáveis de Collor |
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LOURIVAL SANTANNA |
Domingo,
11 de setembro de 2005
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Carioca de 77 anos, Célio de Oliveira Borja é dono de vasto currículo na vida pública e na carreira jurídica. Sempre militando na direita, iniciou-se como deputado estadual na Assembléia do Rio pela UDN, entre 1963 e 1967, quando foi também secretário de Governo do governador da Guanabara, Carlos Lacerda, entre 1964 e 65. Depois se elegeu deputado federal pela Arena,sucessora da UDN, e pelo PDS, sucessor da Arena, em mandatos sucessivos de 1971 a 1983. No governo Geisel, presidiu a Câmara dos Deputados entre 1975 e 1977. Em 1986, tornou-se ministro do Supremo Tribunal Federal. Deixou o cargo em abril de 1992, quando foi nomeado ministro da Justiça de Fernando Collor, no chamado gabinete dos notáveis, já com o governo engolfado pelo escândalo de corrupção que o derrubaria. Em outubro, Borja pediu que Collor o demitisse antes de o presidente sair do cargo. Publicou dois livros:
Competência privativa do chefe de Estado no Ato Adicional
(1986), sobre a emenda parlamentarista de 1961, sua tese de livre docência
na Universidade do Estado do Rio; e Depoimento, que prestou ao
CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, em 1994. Professor
aposentado de direito constitucional pela Uerj, Borja tem escritório
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