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Lula politiza disputa
pela sede da Olimpíada |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Sábado,
4 de abril de 2009
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LONDRES Lula lembrou que,
entre os países da América Latina, apenas o México
foi sede dos Jogos, em 1968. "Antes e depois, eles foram sempre na
Europa, nos Estados Unidos, no Japão e na Austrália",
disse o presidente, observando que muitos desses países foram sede
mais de uma vez. "Os Jogos Olímpicos não podem ser
privilégio apenas do que eles consideram o mundo desenvolvido."
Ele argumentou que a maioria dos esportes olímpicos é praticada
por "pessoas pobres e de classe média, com exceção
daqueles que têm de começar desde pequeno". "Não tem
lugar melhor no mundo onde teremos o encontro da tecnologia mais sofisticada
da Vila Olímpica com a beleza natural que Deus deu ao Rio",
afirmou o presidente, ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral,
do prefeito Eduardo Paes, do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e do
presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.
Eles argumentaram que parte da infra-estrutura estará pronta, graças
à realização dos Jogos Pan-Americanos em 2007 e da
Copa do Mundo em 2014. O resto será construído com recursos
do Plano de Aceleração do Crescimento, dos governos federal,
estadual e municipal e parcerias com a iniciativa privada. Cabral lembrou que o Rio "realiza o maior evento permanente de maneira festiva e organizada, que é o carnaval", além de ter sido sede da Copa de 50 e da Rio 92 (cúpula ambiental). Uma jornalista brasileira perguntou sobre o aumento da violência no Rio. "Não houve piora da violência, mas o enfrentamento do problema", disse o governador, enfatizando que o número de homicídios regrediu para os níveis de 1991. "Hoje temos comunidades pacificadas e o maior programa de segurança pública entre os países em desenvolvimento e democráticos." Lula completou a resposta,
dizendo que, durante eventos desse porte, há um esquema de segurança
especial, como no caso da Cúpula do G-20, em que 5 mil policiais
foram colocados nas ruas de Londres. Ele lembrou que não houve
nenhum incidente de violência durante os Pan-Americanos no Rio,
e que o Brasil não tem o problema do terrorismo. "O único
incidente que pode haver na Copa do Mundo é a gente não
ganhar", brincou. "Posso ter um enfarte." O presidente disse
que "pede voto" para o Rio em todos os encontros com autoridades
de outros países, e que nas reuniões tem sempre uma "fichinha"
para lembrá-lo de falar do assunto. Nessa viagem a Londres, para
participar da cúpula do G-20, ele abordou o tema com o príncipe
Charles e com o primeiro-ministro Gordon Brown. "Não estarei
mais na presidência em 2016, mas os compromissos que estamos assumindo
não são do cidadão Lula, mas do Estado brasileiro,
do Estado do Rio e da prefeitura do Rio", disse ele. Cada um desses
entes comprometeu-se a investir US$ 12 milhões (R$ 26,76 milhões)
na candidatura, totalizando US$ 36 milhões (R$ 80,28 milhões).
Outros R$ 20 milhões já foram obtidos com a iniciativa privada.
A campanha brasileira já custou R$ 55 milhões em dinheiro
público. O Comitê Olímpico
Brasileiro contratou consultores de planejamento, instalações
e relações públicas utilizados por Londres durante
a sua campanha vitoriosa para 2012. É a terceira vez que o Rio
se candidata. A cidade passou pela primeira fase de classificação,
em junho, com notas maiores nos quesitos equipamentos e segurança
do que nas outras vezes em que disputou, disse Cabral. Estão na
disputa, além do Rio, Chicago, Tóquio e Madri. A escolha
final será no dia 2 de outubro, em Copenhague. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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