|
PORLAMAR, VENEZUELA
O presidente Hugo Chávez
aproveitou seu discurso de abertura da reunião de chefes de Estado
e de governo da América do Sul e da África para anunciar
seu apoio à virtual candidata do PT à presidência
do Brasil, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. "Lula,
lamentavelmente lhe restam um ano e três meses de governo",
disse ele, dirigindo-se ao presidente brasileiro. "Sei que Dilma
ganhará. É a minha candidata."
Chávez continuou: "Sei que me acusarão de ingerência.
Mas é meu coraçãozinho que diz, pelo continente."
Mais adiante, Chávez brincou que não sabia quando "iria
embora", mas sublinhou que Néstor Kirchner, o ex-presidente
da Argentina, "foi e não foi embora", já que sua
mulher o sucedeu, e que Lula também "vai e não vai".
O presidente brasileiro respondeu com sorrisos.
Foi uma retribuição. Lula participou de um ato da campanha
da última reeleição de Chávez, em novembro
de 2006 - a inauguração de uma ponte sobre o Rio Orinoco
-, e chegou a erguer o braço esquerdo de Chávez, em sinal
de vitória. Parece ser um hábito entre os dirigentes das
duas regiões - embora eleições presidenciais não
sejam algo muito comum nos países africanos representados na cúpula,
a maioria ditaduras. Chávez recordou que, durante a cúpula
de 2006, na Nigéria, à qual não pôde comparecer
porque estava em campanha, o ditador líbio, Muamar Kadafi, também
apoiou a sua candidatura.
Copyright ©
O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados
|