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Lula
convida chineses a investir aqui |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Sexta-feira,
28 de maio de 2004
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presidente Luiz Inácio Lula da China tomou ontem café da manhã
no Hilton Hotel de Xangai com 18 pesos pesados da economia chinesa - alguns
com investimentos no Brasil, outros interessadas em investir. As empresas
pertencem aos setores de mineração, telefonia, logística,
madeira, máquinas e equipamentos, distribuição de alimentos,
equipamentos elétricos, produtos eletrônicos e farmacêuticos,
além do Conselho de Promoção do Comércio Internacional
de Xangai (CPIT). No total, havia cerca de 50 pessoas, incluindo empresários
e autoridades brasileiras. Enquanto falava das condições favoráveis de investimento no Brasil, o ministro do Planejamento, Guido Mantega, antecipou que a revisão do Produto Interno Bruto do primeiro trimestre estava além das expectativas do mercado. "O resultado foi muito bom", disse o ministro, dirigindo-se ao presidente. Mantega mandou um bilhete com o número para o presidente, mas disse que não poderia anunciá-lo em público, porque a divulgação estava prevista para ontem no Brasil. Xangai está 11 horas na frente de Brasília. O presidente, que na noite anterior foi jantar num restaurante de comida chinesa, voltando às 23h para o hotel, chegou atrasado para o compromisso. O café da manhã estava marcado para às 8h30 e ele chegou às 9h40. Na entrada, o presidente da Brasilinvest, Mário Garnero, aguardava com Oleg Deripaska, o controlador da companhia russa de alumínio Russal, segunda maior do mundo. Deripaska, que tem interesse em explorar alumina no Brasil, queria conversar com o presidente. Na pressa, no entanto, Lula disse que o receberia no Brasil. Dentro do salão, aguardava Jack Chen, presidente do China Aluminium Group (CAG), a maior empresa de alumínio da China, que firmou carta de intenção com a Mineração Curimbabá, em Minas Gerais, para a exploração de bauxita e montagem de usina de alumina, num investimento de US$ 1,5 bilhão. Outro que tomou café com Lula foi Gu Changji, presidente do Shanghai Industrial Investment Group, que recentemente foi ao Brasil conhecer Carajás, e está estudando a possibilidade de investir na mineração de cobre, em parceria com a Companhia Vale do Rio Doce. Estava, também, Xu Weihu, presidente da SVA, fabricante de eletroeletrônicos que vende US$ 4,6 bilhões ao ano e investiu numa fábrica de DVD em Manaus. A ZTE, uma das maiores empresas de quipamentos para telecomunicações, estava representada por seu vice-presidente-executivo, Zhou Fuqiu. No ano passado, a companhia faturou US$ 3,46 bilhões. No Brasil, ela está iniciando a fabricação de telefones celulares. Qiu Jibao, presidente do grupo Feiyue, fundado em 1986 e que hoje fabrica 2 milhões de máquinas de costura por dia, manifestou a intenção de comprar a fábrica da Singer em São Paulo. A maior empresa de distribuição de alimentos da China, a Brilliance Group, também manifestou interesse em fazer parcerias com empresas brasileiras. Zhengfei Ren, vice-presidente executivo da Huawei, a maior fabricante de equipamentos de comunicação da China, investiu US$ 25 milhões no Brasil. Depois do café da manhã, Lula se reuniu depois com a primeira-ministra de Bangladesh, Begum Khaleda Zia e, na seqüência, com o prefeito de Xangai, que lhe ofereceu um banquete no Hotel Jin Jiang. À tarde, Lula e sua comitiva embarcaram para Guadalajara (México), para reunião de cúpula dos países da América Latina e da União Européia. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |