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PEQUIM - A
Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) ingressa hoje no mercado de carvão,
com a assinatura de dois contratos de exploração do minério
na China. "É muito importante a Vale entrar nesse mercado,
porque os clientes são os mesmos do minério de ferro - as
siderúrgicas", disse o presidente da companhia, Roger Agnelli,
integrante da delegação de empresários que acompanha
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na China.
O Brasil produz o melhor minério de ferro do mundo e a China, o
melhor carvão mineral. Com os acordos, o navio que traz o minério
de ferro brasileiro para a China poderá voltar levando o carvão
chinês, em vez de retornar vazio, diminuindo, assim, o custo do
frete. A CVRD pretende, ainda, incentivar a criação de um
consórcio para a construção de um cargueiro de 540
mil toneladas, com garantia de locação por parte da empresa,
também para reduzir o preço do transporte.
Um dos contratos é com a Yongcheng e o outro, com a Yankuang. A
Vale passa a ter 25% das ações das duas companhias. Os dois
contratos somam US$ 300 milhões.
Além disso, está em estudo a construção, no
Pará, de uma refinaria de alumina, que será importada pela
Chalco, a maior produtora de alumínio da China. O investimento,
de US$ 1 bilhão, previsto para o ano que vem, permitirá
a exploração da mina de bauxita de Paragominas, um projeto
que ainda não havia saído do papel por falta de licença
ambiental do governo paraense.
A CVRD também negocia com a siderúrgica chinesa Baosteel,
um de seus maiores clientes, a construção de uma usina de
placas de aço, no valor de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões.
Será o primeiro investimento da Baosteel fora da China. A companhia
tem interesse em atingir o mercado americano, por meio do Porto de Itaqui,
no Maranhão, usado pela Vale para o escoamento de sua produção.
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