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Oásis na rota da seda, cidade lembra Afeganistão |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Terça-feira,
5 de agosto de 2008
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KASHGAR, China Chamada de Kashi pelos
chineses, Kashgar, um oásis por onde passava a Rota da Seda, tem
sido historicamente uma confluência de civilizações.
Mas a principal disputa pelo seu controle, assim como de toda a região
de Xinjiang, deu-se entre chineses e turcos, já a partir do século
7º, na época da Dinastia Tang. Nesse período, os chineses
se uniram aos uigures, cuja língua é de origem túrquica
(como o tajique e o quirguiz), para derrotar os turcos. Mas perderam o
controle da região para os tibetanos - outros velhos rivais dos
chineses. O domínio passou de mão em mão diversas
vezes em cada século. Os uigures se converteram
ao Islã no fim do século 10, e reinaram até 1120,
quando foram invadidos por outra tribo túrquica, Kara-Khitai, por
sua vez derrotada pelo imperador mongol Genghis Khan em 1219. Os chineses
retomaram o controle só em 1759, durante a Dinastia Qing. Cem anos
depois, uma revolta de uigures e huis - também muçulmanos
- acabou temporariamente com o controle chinês. Seu líder,
Yakub Beg, tinha o apoio de ingleses e russos, que aparentemente queriam
dividir Xinjiang entre si. Com a morte de Yakub Beg em 1877, a região
voltou para o controle chinês. Quando passou por
Kashgar de volta da Índia, onde foi buscar manuscritos budistas,
Xuan Zang observou muitos mosteiros budistas. Já Marco Polo visitou
a cidade em torno de 1273 e notou a presença de igrejas cristãs. Pelo censo de 2000,
Xinjiang tinha 18 milhões de habitantes, dos quais 45% eram uigures
e 40%, hans, seguidos pelos casaques, huis, quirguizes, mongóis
e outros grupos. |
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