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Segurança
melhorou também a economia |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Domingo,
28 de maio de 2006
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BOGOTÁ Compare a Colômbia
de Uribe com a de Andrés Pastrana, o presidente anterior, que tentou
a todo custo obter a paz com a guerrilha. Em 1999, quando as Farc ocupavam
uma "zona desmilitarizada" de 42 mil quilômetros quadrados
e a utilizavam para suas atividades de seqüestro e narcotráfico,
o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 4,9%. Em 2004, o PIB cresceu 4,8%
e no ano passado, 5,1%. Este ano, estima-se que crescerá outros
5%. O índice de
desemprego refluiu de cerca de 20%, há quatro anos, para 12%. No
governo Pastrana (1998-2002), foram construídas 56.382 moradias
urbanas. Entre 2002 e 2005, esse número quase duplicou: 105.653.
Tudo isso, com inflação em queda de 9%, em 1999, para 4,5%. Em 1999, o índice
de confiança dos empresários, medido pelo instituto de pesquisas
econômicas Fedesarrollo, era de 80% negativos. Essa era a soma de
respostas dos empresários sobre se as condições de
investimento eram favoráveis, neutras ou desfavoráveis.
Em fevereiro deste ano, o resultado foi de 40% positivos. A taxa de investimentos
foi de 12,7% do PIB em 1999, e de 22,3%, em 2005. Nos lares, o índice
de confiança para o consumo era de 14% negativos em dezembro de
2001. Em abril deste ano, 30% positivos. É lógico
que o ambiente internacional favorável - pelo menos até
o soluço da semana passada - tem contribuído para esses
índices. Houve também providências na área
econômica, ainda no governo Pastrana, como mudança de regime
cambial, de banda para flexível, e uma política fiscal mais
austera, imposta por um acordo com o Fundo Monetário Internacional.
"Este governo
manteve essas políticas e acrescentou a segurança",
diz o diretor-executivo da Fedesarrollo, Mauricio Cárdenas. Diretor
de Planejamento no governo Pastrana, Cárdenas é uma fonte
insuspeita: "Nosso governo simplesmente não gerou confiança."
Para ele, um dos fatores que mais impacto têm sobre os empresários é a diminuição dos seqüestros. Em 2000, o número de seqüestros por 100 mil habitantes atingiu o recorde histórico de 8,54. Hoje, esse índice está em 2,57. Outros fatores que contribuem para o ambiente de confiança entre os empresários são a diminuição dos atos de terrorismo, das sabotagens e das extorsões, enumera Cárdenas. "E os empresários atribuem isso à ofensiva do Exército." Com a liberação
das estradas dos constantes bloqueios das guerrilhas e a sua retirada
de várias regiões do país, muitos fazendeiros e empresários
puderam reassumir seus negócios. A melhora geral se
reflete por toda parte. Luis Mantella, dono de uma pequena papelaria na
região norte de Bogotá, diz que está vendendo 50%
a mais do que quando Uribe assumiu, em 2002. "A guerrilha mandava
na gente", lembra Mantella, de 59 anos. "Não podíamos
sair às ruas, viajar pelas estradas. Uribe foi o único que
enfrentou a subversão." Desnecessário dizer, Mantella
e sua mulher, María Cristina, votarão hoje em Uribe. Embora tenha o apoio
da maioria dos empresários, Uribe sofre uma rejeição
de setores que temem sair perdendo com o Tratado de Livre Comércio
(TLC) que o presidente deve assinar em breve com os Estados Unidos. São
eles os produtores de arroz, frango e medicamentos, que terão de
competir com produtos americanos. Outros setores devem ter ganhos imediatos com o acesso ao mercado americano, avalia Cárdenas. Trata-se sobretudo de uma manufatura pouco sofisticada, como confecções, couro e alimentos processados, coisas que os Estados Unidos já não têm tanto interesse em produzir, diz o especialista. Quanto aos produtos industriais e serviços americanos, eles já não enfrentam concorrência na Colômbia. Por isso, o TLC também tem a aprovação da maioria. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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