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'Não
houve acordo debaixo da mesa' |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Quarta-feira,
31 de maio de 2006
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BOGOTÁ "A entrega de
armas é um momento, um ato, em que todos cantam o Hino Nacional,
todo mundo aplaude e faz discursos, mas depois é que vem a história",
diz Caramagna, que também monitorou o processo de desarmamento
da guerrilha na Nicarágua, nos anos 90. Sua equipe tem 87 profissionais,
entre eles o diplomata brasileiro José Roberto de Andrade Filho,
encarregado de fazer o enlace da missão com as embaixadas em Bogotá. "Na Colômbia,
estamos no momento da bagunça", diz Caramagna. "Os paramilitares
foram desmobilizados, o Exército e a Polícia ainda estão
tentando ocupar o espaço deixado por eles, e a guerrilha também.
Precisamos de mais tempo para saber no que vai dar. Mas o fato de esse
número de pessoas ter entregue suas armas, e de a violência
ter diminuído no país, já é muito importante." Os grupos paramilitares foram criados a partir dos anos 80, para fazer frente aos bloqueios, extorsões, seqüestros e matanças cometidas pela guerrilha. Acabaram, como a guerrilha, cometendo as mesmas atrocidades e vinculando-se ao narcotráfico. Entraram no programa por decisão de seus comandantes. Faltam cerca de mil paramilitares. Outras 10 mil pessoas, entre militares, guerrilheiros e integrantes de gangues também se desmobilizaram, por iniciativa própria. Todos recebem, durante
18 meses, uma ajuda de custo do governo de 358 mil pesos (R$ 358). Representantes do
governo já realizaram três reuniões com os guerrilheiros
do Exército de Libertação Nacional (ELN), em Havana,
com intermediação de Cuba, Espanha, Suíça
e Noruega. Um acordo de desmobilização pode ser alcançado
nesse segundo mandato de Uribe. Já com as Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia, até agora só se
discutiu troca de reféns por presos. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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