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Oito
militares presos por morte de policiais |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Quinta-feira,
1.º de junho de 2006
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BOGOTÁ "A Procuradoria
considera que não se tratou de um erro", disse ontem Iguarán,
em entrevista coletiva. "Foi um crime." O procurador não
descartou a possibilidade de pedir novas prisões. E solicitou à
Justiça que não conceda liberdade sob fiança, porque
os militares poderiam destruir provas e porque representariam "um
perigo para a comunidade". O presidente Álvaro
Uribe, que oferecera recompensa de 1 bilhão de pesos (R$ 1 milhão)
por informações sobre o incidente, apoiou a decisão.
"Nosso compromisso é com a transparência", disse
Uribe, durante cerimônia de graduação de oficiais
do Exército. "Uma coisa é a solidariedade para servir
à Colômbia. Outra coisa muito diferente é a cumplicidade
com o crime." Reeleito no domingo, Uribe reequipou as Forças
Armadas e lhes deu respaldo para uma ofensiva total contra a guerrilha.
Os militares presos pertencem a um dos batalhões de montanha criados
no governo Uribe, como parte desse esforço. Logo depois da morte
dos dez policiais e do informante, alvejados por um pelotão de
28 militares, no dia 22, Uribe ordenou que o caso ficasse a cargo da Procuradoria-Geral.
Iguarán argumentou ontem que o caso não deve ser transferido
para a Justiça militar, porque os militares não agiram "em
cumprimento de suas funções". Os policiais mortos
estavam identificados com coletes e gorros da Direção de
Polícia Judiciária (Dijin) e, segundo testemunhas, gritavam:
"Não atirem. Somos policiais." Segundo o procurador,
a manipulação da cena do crime, o disparo de mais de 150
projéteis, o uso de sete granadas e de franco-atiradores indicam
que se tratou de uma emboscada contra os policiais, que integravam uma
força de elite contra o narcotráfico. Os policiais foram mortos durante uma diligência num sítio ao sul de Cali, numa região onde atua o capo do narcotráfico Diego Montoya, que quase foi capturado há quatro meses pela Dijin. O governo americano pediu a extradição de Montoya e oferece US$ 5 milhões de recompensa por informações que levem à sua captura. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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