|
Rincón terá de explicar origem de bens, diz promotor |
|
| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Quarta-feira,
31 de maio de 2006
|
|
BOGOTÁ As propriedades atribuídas
a Rincón são uma empresa de pesca chamada Nautipesca e o
Edifício Plaza, um apart-hotel de 12 andares, ambos na Cidade do
Panamá, utilizados para lavagem de dinheiro, segundo o promotor.
Rincón, que está na Colômbia, nega. "Sou amigo
de infância de Pablo, mas não tenho nenhuma relação
comercial com ele", disse o jogador na semana passada. "Meus
negócios são todos legais." Segundo o promotor,
"Rincón terá de comparecer ao Panamá e provar
duas coisas: que os bens são dele e que são de procedência
lícita, de acordo com as leis colombianas". Rayo, por sua
vez, apresentava-se como um "investidor" no Panamá, sobretudo
em imóveis. Mas estava dedicado tanto às atividades de passar
cocaína da Colômbia para os Estados Unidos, via Panamá,
quanto de lavagem de dinheiro da droga, segundo o promotor panamenho,
que falou ao Estado pelo telefone, da Cidade do Panamá. Ainda não há
uma estimativa de quanto em drogas Rayo movimentou nem quanto em dinheiro
ele lavou. Mas, segundo o promotor, foram encontrados "vários
milhões de dólares em espécie". Entre os bens
atribuídos a Rayo confiscados pelo Ministério Público
do Panamá estão três embarcações - um
iate, uma lancha e um barco com capacidade para cem passageiros. A inteligência
panamenha informou que Rayo instalou-se no Panamá em 1996. Mas
as investigações do Ministério Público, chefiadas
por Candanedo, só puderam encontrar provas de sua presença
no país a partir de 1998. Em 2002, Candanedo e seus homens iniciaram
a Operação Buenaventura, de investigação de
suas atividades. "Aparentemente ele sentiu que as investigações
estavam se aproximando dele, e fugiu para o Brasil em 9 de abril de 2003",
conta o promotor. Candanedo diz que
as investigações foram coordenadas com equipes do Brasil,
da Colômbia, da Venezuela, México e Costa Rica, para rastrear
as atividades de Rayo. A equipe brasileira estava chefiada diretamente
pelo delegado Getúlio Bezerra, diretor de Combate ao Crime Organizado
da Polícia Federal. O grupo realizou várias reuniões
de coordenação no ano passado e neste ano, em Miami. A última
foi em abril. "A Polícia Federal brasileira cooperou muito",
atesta o promotor panamenho. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
|
|