|
Déficit comercial com o Brasil continua grande |
|
| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Domingo,
16 de janeiro de 2000
|
|
QUITO As dificuldades do Equador em obter divisas por meio da exportação decorrem do baixo valor agregado de seus produtos e da falta de elasticidade de sua pauta. Juntos, petróleo, banana, café, cacau, camarões e flores compõem 92% da pauta. A economia só não está pior por causa do alto preço do petróleo, a US$ 22 o barril. Mas a oscilação é grande e a margem de segurança do item é estreita. Os produtos restantes são considerados "sobremesas" no mercado internacional. Em tempos de crise, estão entre os primeiros a terem suas vendas reduzidas. Essas dificuldades se refletem no comércio com o Brasil, que não tem interesse no petróleo e muito menos na banana, no café ou no cacau equatorianos. De sua parte, o Brasil exporta maquinário, insumos, automóveis e caminhões, cujas partes são montadas no Equador. Em 1999, com a recessão, importou do Brasil apenas US$ 75 milhões e exportou US$ 20 milhões. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
| Anterior |