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Ao
pedir asilo, Gutiérrez já tinha pedido de prisão |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Terça-feira,
26 de abril de 2005
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QUITO A procuradora-geral responsabilizou o então presidente pela morte de um fotógrafo chileno que cobria, na noite anterior, a manifestação de cerca de 100 mil pessoas exigindo a saída de Gutiérrez. O fotógrafo teve uma parada cardíaca depois de inalar gás lacrimogêneo supostamente misturado com gás mostarda, uma substância tóxica proibida. Além do fotógrafo, também morreu uma mulher, que escorregou de uma caminhonete que transportava partidários de Gutiérrez para uma "contramarcha" em favor do presidente. De acordo com o Ministério Público, foram contados 35 feridos em um hospital. Os promotores investigam disparos contra os manifestantes feitos do oitavo andar do prédio do Ministério do Bem-Estar Social, em cujo subsolo foram encontradas milhares de tochas, que eram usadas pelos simpatizantes do governo para intimidar os manifestantes. Além disso,
a procuradoria-geral investiga uma suposta doação em dinheiro
do narcotraficante César Fernández, preso no Equador, para
a campanha presidencial de Gutiérrez, eleito em novembro de 2002.
Há acusações também de que sua campanha teria
recebido dinheiro da guerrilha colombiana. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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