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FHC
defende democratização dos ganhos da globalização |
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LOURIVAL
SANTANNA |
28/2/2002
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BRATISLAVA O livro, lançado
em seguida, com a presença do presidente da Eslováquia,
Rudolf Schuster, foi escrito há 35 anos em espanhol, durante o
exílio no Chile. Já havia sido traduzido para o francês
e o russo, além do português, e está sendo preparada
uma edição romena. O presidente disse que acha "curioso e talvez um pouco triste" que o livro, uma crítica aos efeitos perversos do processo de internacionalização da economia, continue atual. E defendeu a democratização dos "ganhos da globalização", com a regulação dos fluxos financeiros e o fim do protecionismo na Europa e nos Estados Unidos. Fernando Henrique e comitiva embarcaram no início da tarde de volta para Brasília. Depois de autografar o livro, o presidente disse aos jornalistas que o Tribunal Superior Eleitoral, com a decisão de terça-feira de uniformizar as coligações partidárias nos diversos níveis da disputa eleitoral, deu início à reforma política no País:"Sempre falamos de fazer a reforma política. De repente, essa reforma começa a ser feita." "O Congresso
votou a cláusula de barreira (das coligações conflitantes).
O Tribunal deu uma certa margem (na interpretação da lei,
nas eleições passadas, em que essas coligações
foram permitidas). Mas (a cláusula) está lá",
analisou Fernando Henrique. "O presidente da Câmara prometeu
colocar em votação a lei relativa à fidelidade partidária.
Na prática, a reforma política andou. Isso, acho muito bom",
concluiu o presidente. À pergunta
sobre que conseqüências ele achava que a decisão teria
para a aliança que apóia o governo, o presidente respondeu:
"Ainda não avaliei praticamente os efeitos sobre cada partido.
Antes disso, é preciso perguntar se é bom para o Brasil,
se fortalece o sistema partidário. Pode ser que prejudique algum
partido." Os jornalistas perguntaram
se os que não tiverem candidatos competitivos a presidente podem
abdicar de lançá-los para não atrapalhar as alianças
nos Estados. "Não sei, porque meu partido tem candidato competitivo
em todos os níveis", desconversou o presidente. O ex-ministro Luiz
Carlos Bresser Pereira, representante do Brasil no grupo da governança
progressista, que realizou reunião de cúpula na semana passada
na Suécia, considerou "patriótica" a decisão
do TSE. "Os partidos são para dar conteúdo ideológico
à política, não para fazer esses acordos", disse
Bresser Pereira, que pertence ao PSDB. "Eles que se virem." Já o deputado
José Carlos Aleluia (PFL-BA), que também acompanhou o presidente
no périplo por Suécia, Polônia e Eslováquia,
acha que, com a unifomização imposta, a única coligação
viável no nível nacional é entre o PFL e o PPB. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |