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FHC diz que aliança
tem 'vários candidatos' |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
27/2/2002
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BRATISLAVA Depois de Fernando Henrique plantar uma árvore no jardim do palácio presidencial, no início da noite, uma repórter da televisão eslovaca perguntou, em inglês, se de fato o candidato dele à Presidência, José Serra, não era muito popular. "Você disse que eu tenho um candidato", começou. "Estamos só começando a campanha eleitoral. Na verdade, vai começar em agosto. Temos de esperar." "Eu tenho... vários candidatos pertencem à minha coalizão. O candidato do meu partido agora está crescendo em popularidade. O importante, agora, é ter idéias claras para explicar à população. Depois, veremos a questão da popularidade", finalizou o presidente. Mais tarde, em entrevista ao lado de Schuster, os jornalistas brasileiros pediram que ele esclarecesse o que quis dizer. Fernando Henrique respondeu que tem dez meses de governo e não pode se preocupar com eleição. Segundo ele, os jornalistas gostam de antecipar o assunto, mas a população só toma decisões durante o horário eleitoral gratuito, um mês e meio antes das eleições. "O presidente vai ficar olhando de camarote." Diante da insistência para que explicasse por que havia "vários" candidatos da aliança, ele acrescentou: "A coligação que apóia o governo é ampla. Dois se apresentaram pré-candidatos e todos dirigentes dos dois partidos que apresentaram pré-candidatos ainda discutem aliança. Ainda há outros partidos que não sei nem se terão candidatos ou não, de modo que temos de ir devagar com o andor, que o santo é de barro." COPÉRNICO Fernando Henrique desembarcou no fim da tarde de ontem na capital eslovaca vindo de Cracóvia, a cidade do Sul da Polônia onde o papa João Paulo II foi cardeal. Lá, recebeu o título de doutor honoris causa e a medalha dos 600 anos da Universidade Jaguelônica, fundada em 1364, e onde estudou Copérnico, cientista que demonstrou que era a Terra gira em torno do sol, não o contrário, como então se acreditava. Em entrevista enquanto caminhava pela Praça do Mercado, que data de 1257, o presidente comentou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) terá de ajudar a Argentina quando o país definir o que fazer. Mas ponderou: "A Argentina está fazendo um esforço para se reorganizar e claro que não adianta, em certas circunstâncias, dar recursos, não se sabe ainda para o quê." Fernando Henrique também respondeu a uma pergunta sobre se, desta vez, estava informado de algum aumento iminente da gasolina. Ele explicou que, com a liberação das importações do produto no Brasil, o preço vai subir e descer de acordo com o câmbio e os preços internacionais, e o importante é explicar os motivos. "Acho que isso não precisava ser feito a cada instante. Naquele momento, não era eu que não tinha sido informado, era o povo brasileiro", disse, referindo-se ao recente mal-entendido com o Ministério das Minas e Energia. Fernando Henrique embarca hoje para o Brasil, ao meio-dia (8 horas de Brasília). Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |