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Zapatero
descarta regularização de estrangeiro ilegal |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Sábado,
8 de março de 2008
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MADRI Às vésperas
das eleições gerais na Espanha, o primeiro-ministro José
Luis Rodríguez Zapatero, pressionado pela oposição
espanhola e pela União Européia para conter a imigração,
prometeu ontem repatriar os imigrantes ilegais e descartou a possibilidade
de uma nova regularização em massa, como a que fez em 2005.
É mais um sinal do recrudescimento da política de imigração
espanhola, em meio à crescente deportação de brasileiros
e de outros estrangeiros. Em entrevista publicada
ontem pelo jornal El País, Zapatero disse que há cerca de
250 mil imigrantes ilegais na Espanha. Desses, entre 25 mil e 30 mil são
brasileiros, segundo estimativas. À pergunta sobre o que pensa
fazer com eles, o primeiro-ministro, candidato à reeleição,
respondeu: "Na medida em que possamos, repatriar. Quando temos um
imigrante ilegal, o repatriamos." Segundo dados do Ministério do Interior, no governo Zapatero, entre 2004 e 2007, foram repatriados 370.027 estrangeiros. Isso representa um aumento de 43,4% em relação ao período de 2000 a 2003, quando o governo do Partido Popular, de direita, repatriou 258.049 pessoas. Zapatero justificou
a regularização extraordinária de 700 mil ilegais
feita por seu governo em 2005, lembrando que ela foi precedida de acordo
entre sindicatos e entidades empresariais, e condicionada a contrato de
trabalho e a ficha criminal limpa. Mas, sobre se repetiria o feito, o
primeiro-ministro foi categórico: "Evidentemente, descarto."
Segundo ele, é preciso "fortalecer os fluxos legais",
com acordos com governos estrangeiros e empresas espanholas instaladas
noutros países, e ajudar os países pobres, para que os jovens
de lá encontrem razões para ficar onde estão. A Espanha tem "acordos
de contratação na origem" com a Colômbia, o Equador,
a República Dominicana, Marrocos, Romênia, Polônia,
Bulgária e Mauritânia. Segundo a agência France Presse,
200 mil estrangeiros obtiveram permissão de residência na
Espanha em 2007 e outros 180 mil em 2006, graças a esses contratos
na origem. Zapatero afirma também ter investido 800 milhões
de euros em serviços sociais para imigrantes nesses quatro anos
de governo. Na segunda-feira,
durante o último debate antes da eleição de amanhã,
o líder da oposição de direita, Mariano Rajoy, do
Partido Popular, atacou Zapatero: "O senhor não se dá
conta, mas a imigração é uma questão séria
para os espanhóis. Os estrangeiros têm direitos, mas os espanhóis
também têm. O problema é que a imigração
tem sido desordenada." O número de
imigrantes quintuplicou nos últimos sete anos, para 10% da população,
ou 4,5 milhões de pessoas. No governo Zapatero, entraram na Espanha
2 milhões de imigrantes. É exatamente o número de
desempregados no país, e o número de vagas que o primeiro-ministro
prometeu gerar nos próximos quatro anos. O desemprego está
em 8,6%. Mas ele é mais alto entre os imigrantes (12,37%) que entre
os espanhóis (7,95%), segundo dados do Ministério do Trabalho.
Zapatero ponderou,
no entanto, que metade do crescimento econômico da Espanha nos últimos
anos - média anual de 4% - deveu-se ao trabalho dos imigrantes.
Ele disse também que as contribuições dos imigrantes
cobrem os benefícios pagos a 1 milhão de aposentados e pensionistas
espanhóis. Mas, no momento em que a economia sofre desaquecimento,
e o desemprego está em alta, a corda tende a romper do lado mais
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