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Disposição
de eleitor leva a record de comparecimento |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Quarta-feira,
5 de novembro de 2008
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PALM BEACH Muitos trabalhavam
ontem com um colante dizendo "Eu já votei". No decorrer
do dia, que não foi feriado, as filas diminuíram em muitas
seções eleitorais (noutras, continuaram longas o dia todo).
Mas voltaram a crescer no fim da tarde. As seções fechariam
às 18h ou 19h, mas a previsão era de que em muitos lugares
a votação continuaria, enquanto houvesse eleitores nas filas. Em alguns Estados,
as previsões eram de índices ainda mais altos. Na Flórida,
onde o comparecimento é historicamente alto, o governo previu que
este ano quebraria o recorde de 1992 - 83%. Na Pensilvânia, poderia
chegar a 80%, também um recorde. Ambos os Estados foram objeto
de intensa campanha dos candidatos Barrack Obama e John McCain, na disputa
pelos 270 votos necessários para se eleger presidente no colégio
eleitoral de 538. Na maioria dos Estados, o vencedor leva todos os votos
no colégio, cujo número é proporcional à população. Apesar dos investimentos
de mais de US$ 3 bilhões desde o fiasco de 2000, o problemático
- e complexo - sistema de votação americano continuou gerando
muitos problemas este ano. Em Palm Beach, um
dos três condados onde o resultado foi contestado em 2000, as famosas
perfuradoras de cartões foram substituídas por um scanner,
que lê as cédulas de papel nas quais os leitores preenchem
a caneta o espaço entre duas extremidades de uma flecha apontada
para o seu candidato. As urnas eletrônicas, usadas no condado em
2004, não agradaram, porque elas não imprimem comprovantes,
impossibilitando recontagem manual. Na Virgínia,
a chuva teve um efeito inesperado. Alguns eleitores chegaram com as mãos
molhadas e umedeceram as cédulas, causando defeito nos scanners.
Os eleitores também se queixaram de terem encontrado urnas eletrônicas
e scanners com defeito. Na Filadélfia, várias urnas eletrônicas
não estavam funcionando por falta de fios de extensão para
conectá-las às tomadas elétricas. Houve muitas queixas
também de eleitores que não puderam votar por problemas
de identificação, como nomes com erros ortográficos
no registro eleitoral ou discrepâncias entre o endereço registrado
e o que consta na carteira de motorista. Na Flórida,
a preocupação era com eleitores que, apesar de mortos, continuavam
aparecendo nas listas como aptos a votar. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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