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Desilusão ajuda Obama em Ohio |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Domingo,
2 de novembro de 2008
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COLUMBUS "Votei em Bush
nas duas eleições, e estou extremamente decepcionado",
diz Tom Morris, de 35 anos, analista de crédito do Banco Morgan
Stanley. "Você não faz idéia de quantos clientes
insatisfeitos eu tenho." Ao contrário de Mary, no entanto,
Morris não sabe em quem votar. "Os democratas querem socializar
o sistema, e os republicanos são frouxos demais", diz ele.
"Acho bom tirar as coisas das mãos do governo, mas é
preciso alguma regulação. Tanto os democratas quanto os
republicanos falharam na crise das hipotecas." A desilusão
de Mary e de Morris sintetiza as dificuldades de McCain em antigos redutos
conservadores como Ohio, um Estado carregado de simbolismo. Segundo consta,
nenhum presidente republicano foi eleito sem ter vencido em Ohio. Em 2000,
Bush derrotou Al Gore no Estado por 50% a 46%. Em 2004, venceu John Kerry
por 51% a 48%, numa votação marcada por denúncias
de irregularidades quanto à organização, a cargo
do governo estadual republicano. Em redutos democratas, faltavam máquinas
de votação e as filas eram imensas, enquanto o contrário
ocorria nos distritos majoritariamente republicanos. "Hesitei em votar,
porque da outra vez votei em Kerry e fui roubado", lembra Nicholas
McLin, um negro de 28 anos que trabalha numa firma de aquecedores e votou
em Obama. "Se eu conseguir uma diminuição de imposto,
vai ser maravilhoso." Jeff Manahan, um loiro de 46 anos que trabalha
numa empresa de jardinagem, também tem receio de problemas no sistema
de votação. "Acho que Obama pode dar jeito na economia",
diz ele. "Sempre fui democrata. Mas não concordo com a idéia
de 'distribuir a riqueza'. Acho que cada um deve trabalhar para realizar
seus sonhos." Desta vez, quatro
pesquisas realizadas nos últimos dias dão vantagem de 4
pontos para Obama em Ohio, e uma de 5. A importância da vitória
em Ohio levou McCain duas vezes ao Estado na semana passada - na segunda
e na quinta-feira. Seus apelos encontram repercussão nas áreas
de classe alta do oeste de Columbus, como o distrito de Dublin. "Votei
em McCain", disse o químico Gary Carlson, de 55 anos. "Acho
que Bush não fez um bom trabalho, mas sou republicano e conservador,
tanto no econômico quanto no social", explicou Carlson, enquanto
passeava com seu cachorro num fim de tarde gélido. "Acredito
em governo menor, em menos impostos." "McCain tem muita
experiência, foi prisioneiro de guerra e compreende as necessidades
dos veteranos", disse Helen Sprankel, de 85 anos, cujo marido foi
capitão da Força Aérea. "Obama não tem
experiência. Não é porque seja negro", explicou
ela. Ser parente de militar não garante voto para McCain, no entanto.
"Acho que Obama tem as melhores idéias sobre temas militares
e sobre como melhorar a posição dos Estados Unidos no mundo",
opina Kathy Jones, professora aposentada de 55 anos, cujo filho de 21,
sargento do Exército, está voltando depois de 15 meses no
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