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Clinton
promete lutar para eleger Obama |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Quinta-feira,
28 de agosto de 2008
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O ex-presidente Bill
Clinton completou ontem o movimento iniciado na véspera por sua
mulher, Hillary, avalizando Barack Obama como o candidato capaz de liderar
o país e de garantir a segurança nacional. Falando na condição
de quem ocupou o cargo por oito anos (1993 a 2000), Clinton procurou demonstrar
que superou os atritos que teve com Obama durante as primárias,
quando o candidato negro o acusou de tentar trazer para a campanha o tema
racial. Diante do furor que
sua chegada à tribuna causou na platéia de 20 mil pessoas
do Pepsi Center, Clinton sorriu, extremamente à vontade. "Eu
amo isso, e agradeço, mas temos um importante trabalho para fazer
hoje", disse ele à platéia, pedindo silêncio.
"Estou aqui em primeiro lugar para apoiar Barack Obama e em segundo
para esquentar a multidão para Joe Biden", disse ele, referindo-se
ao candidato a vice. "Amo Joe Biden e a América o amará
também." Clinton brincou, numa
menção velada aos atritos com Obama durante as primárias:
"A campanha gerou tanto calor que aumentou o aquecimento global.
No fim, minha candidata não venceu, mas estou muito orgulhoso da
campanha que ela conduziu", disse, olhando para Hillary e Chelsea,
a filha do casal, sentadas na platéia. Num sinal da estatura
de estadista que o partido queria atribuir a Clinton - e transferi-la
a Obama -, a multidão agitava bandeiras dos Estados Unidos (a platéia
da convenção tem faixas e cartazes para cada ocasião).
"Tenho o privilegio de falar aqui de uma perspectiva que só
(o ex-presidente) Jimmy Carter tem, como democrata", salientou Clinton. "Na noite passada,
Hillary disse que fará tudo para eleger Barack Obama", prosseguiu
o ex-presidente. "Somos dois. Na verdade, somos 18 milhões",
completou, referindo-se aos votos obtidos por Hillary nas primárias.
O ex-presidente se
voltou então contra o governo de George Bush. "Nossa nação
está com problemas em duas frentes: o sonho americano está
sob cerco em casa, e a liderança da América no mundo foi
enfraquecida." Clintou passou a enumerar os problemas da classe média
e dos pobres: desemprego, desigualdade, devolução das casas
por inadimplência das hipotecas e aumento dos preços dos
alimentos e da gasolina. Já no plano
externo, Clinton acusou Bush de "excesso de unilateralismo e falta
de cooperação", além da "perigosa dependência
do petróleo importado" e da "recusa de liderar no tema
do aquecimento global". Segundo o ex-presidente, "os militares
estão gravemente sobrecarregados", e o governo atual "não
usa o poder da diplomacia". "Claramente,
o trabalho do próximo presidente é reconstruir o sonho americano
e restaurar a posição da América no mundo",
sintetizou. "Tudo o que aprendi nesses oito anos como presidente
e o trabalho que tenho feito depois me convenceram que Barack Obama é
o homem para essa tarefa." E finalizou: "Se, como eu, vocês
acreditam que a América deve ser sempre um lugar chamado esperança,
juntem-se a Hillary, a Chelsea e a mim tornando Barack Obama o próximo
presidente dos Estados Unidos." Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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