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Oriente
Médio será foco de democrata |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Quinta-feira,
28 de agosto de 2008
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DENVER "A Síria
é líder no mundo árabe", salientou Gregory Craig,
assessor de segurança nacional da campanha de Obama. "Os sírios
deveriam estar aqui, e não lá. Devemos mostrar a eles que
devem mudar de atitude." O senador John Kerry, candidato democrata
a presidente em 2004 e membro do Comitê de Relações
Exteriores do Senado há 24 anos, disse que se reuniu duas vezes
com o presidente sírio, Bashir Assad, nos últimos dois anos,
"contra a vontade do atual governo", e que os sírios,
sob influência da Turquia, mostram-se interessados em negociar com
Israel. "Os Estados Unidos estão estranhamente ausentes disso." A rejeição
por princípio do governo Bush de qualquer aproximação
com a Síria foi ilustrada por um testemunho do ex-ministro alemão
das Relações Exteriores Joschka Fischer, que também
participou do debate, promovido pela New American Foundation. Fischer
contou que esteve com o então primeiro-ministro israelense Ariel
Sharon quatro dias antes do derrame cerebral que o deixou em coma, em
janeiro de 2006, e perguntou-lhe por que não negociava com a Síria.
"Não estou autorizado", disse Sharon sorrindo. Os democratas acham
que a estabilidade do Iraque - no contexto da retirada das tropas americanas,
prometida por Obama - pode ser um interesse comum como ponto de partida
de negociações tanto com a Síria quanto com o Irã.
"Se começássemos com a questão nuclear, seria
um desastre", disse Craig. "Os iranianos se interessariam em
maximizar a estabilidade do Iraque nessa transição (iniciada
com a eventual retirada americana)." O ex-deputado Mel Levine, assessor de Obama para Oriente Médio, descartou a possibilidade de negociações com o grupo islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza. "Há uma guerra entre o Fatah e o Hamas, e estamos do lado do Fatah", disse ele, referindo-se à facção moderada que governa a Cisjordânia. Levine garantiu que Obama, com seu "comprometimento com a segurança de Israel", conseguiu superar as resistências dos israelenses em relação a ele causadas por suas declarações de que "os palestinos nunca sofreram tanto" e em favor de negociações com o Irã. Levine recomenda que
o próximo presidente nomeie imediatamente um enviado especial para
mediar o conflito árabe-israelense e promova uma reunião
de países doadores para levantar "bilhões de dólares"
para melhorar a situação dos palestinos nos territórios.
A solução final, ressaltou ele, é a criação
de um Estado palestino. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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