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Partido
oficializa candidatura de Obama |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Quinta-feira,
28 de agosto de 2008
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DENVER Durante a votação,
a maioria dos Estados dividiu seus votos entre ela e Obama, de acordo
com os resultados nas primárias e as adesões dos delegados
de Hillary a Obama. Mas os 185 delegados de Illinois, Estado de Obama,
simbolicamente abstiveram-se. Já o Estado "adotado" por
Hillary depois de se casar com Bill Clinton, Arkansas, depositou todos
os seus 47 votos para Obama, seguindo o "chamado pela unidade"
feito pela atual senadora por Nova York. A Califórnia, Estado mais
populoso do país, com 441 votos, também se absteve. A Flórida,
que, depois da polêmica sobre a anulação de sua primária
por causa de sua antecipação não autorizada, conquistou
o direito de participar, deu 166 votos a Obama e 51 a Hillary. Mais cedo, Hillary
tinha liberado seus delegados para votar em Obama. Muitos resistiram,
gritando: "Não, não." Ao que Hillary respondeu:
"Não estou dizendo a vocês o que fazer." A ex-primeira-dama
abandonou a disputa no dia 7 de junho, depois de eleger 1.896 delegados
nas primárias, enquanto Obama já havia conseguido 2.201
(são necessários 2.210). "Isso foi uma
alegria", disse a ex-primeira-dama a seus fiéis seguidores,
em particular mulheres. "Nós não conseguimos, mas,
puxa, como nos divertimos tentando." E completou: "Sairemos
de Denver unidos. Minha meta é vencermos em novembro." Mesmo com a derrota
nas primárias, Hillary decidiu submeter simbolicamente seu nome
na convenção, segundo ela para oferecer a seus partidários
uma oportunidade de "catarse". Seguindo a liturgia da convenção,
dois partidários de cada um dos dois candidatos apresentaram e
defenderam os seus nomes. "Não importa o que passamos durante
as primárias, agora estamos juntos e apoiamos entusiasticamente
a nomeação de Obama", disse Debbie Wasserman-Schultz,
da Flórida, que trabalhou pela campanha de Hillary mas apresentou
o nome do seu rival. Num emocionado discurso
na noite de terça-feira, Hillary lembrou três pessoas que
conheceu durante a campanha - uma mulher com câncer que não
tinha seguro de saúde, uma trabalhadora que recebia salário
mínimo e um marinheiro também preocupado com a assistência
à saúde de seus companheiros que ficaram na guerra no Iraque
- e perguntou aos seus delegados: "Vocês fizeram (a campanha)
por mim ou por eles?" Foi uma forma eloqüente
de mostrar a seus seguidores - que manifestam um apego pessoal e emocional
pela senadora - que as propostas do partido eram mais importantes do que
a sua vitória individual. O gesto foi visto como prova de desprendimento
de Hillary - acusada, junto com o marido, Bill, de colocar os interesses
dos Clintons acima do partido. "Tivemos uma
grande convenção até agora", exultou Obama durante
uma mesa redonda com veteranos de guerra em Billings, Montana, antes de
vir para Denver, onde fará seu discurso de aceitação
da nomeação como candidato hoje à noite, no estádio
do time de futebol americano Denver Broncos, com capacidade para 75 mil
pessoas. "Tivemos duas mulheres poderosas, que falaram por duas noites
seguidas, Michelle Obama and Hillary Clinton", acrescentou, referindo-se
a sua mulher, que falou sobre a trajetória do casal na primeira
noite da convenção, na segunda-feira. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |