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Obama
responde a críticas de Sarah |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Sexta-feira,
5 de setembro de 2008
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SAINT-PAUL, EUA "Eles não
têm uma plataforma a seguir", criticou Obama, respondendo a
uma pergunta sobre se tinha ficado surpreso com os ataques que recebeu
de Sarah. "Em duas noites, não ofereceram uma só idéia
concreta sobre como vão melhorar as vidas dos americanos de classe
média", continuou o candidato democrata, falando a repórteres
em York, Pensilvânia. "A idéia de que qualquer pergunta
sobre seu trabalho no Alasca é de alguma maneira irrelevante para
seu futuro como vice-presidente dos Estados Unidos não faz muito
sentido para mim", acrescentou Obama, de 47 anos, senador em primeiro
mandato, ele próprio criticado pela falta de experiência. A governadora do Alasca
comparou a sua experiência de ex-prefeita de Wasilla, uma cidade
de 7 mil habitantes, com o currículo de Obama, líder de
uma comunidade pobre em Chicago antes de se tornar senador estadual e
depois federal. "Acho que ser prefeito de uma pequena cidade é
mais ou menos como ser um 'organizador comunitário', a não
ser pelo fato de que você tem responsabilidades reais", provocou
Sarah. "Tanto (o ex-prefeito
de Nova York) Rudy Giuliani quando Sarah Palin ridicularizaram a experiência
de organizador comunitário de Barack", queixou-se David Plouffe,
gerente da campanha de Obama. "A organização de comunidades
é como pessoas comuns respondem a políticos fora de contato
com a realidade e a suas políticas fracassadas." Sarah atacou ainda,
no seu discurso: "Em pequenas cidades, não sabemos o que fazer
com um candidato que se derrama em elogios aos trabalhadores quando eles
estão ouvindo, e depois fala de como eles se agarram amargamente
a sua religião e às armas quando essas pessoas não
estão ouvindo." Foi uma referência a uma das gafes de
Obama nessa campanha, durante uma reunião na Califórnia,
em que ele tentou estabelecer uma relação entre problemas
econômicos e conservadorismo social. "Depois do que
Palin fez ontem (quarta-feira), agora há uma disputa entre Obama
e McCain", avaliou Tom Delay, ex-líder republicano na Câmara
dos Deputados. "Ela é real. É isso que é tão
maravilhoso nela." O marido de Sarah, Todd Palin, que trabalha como
petroleiro, ganhou US$ 49 mil no ano passado - um salário baixo
para os padrões americanos. Com cinco filhos, Sarah se define como
uma mãe comum. "Ela uniu a convenção",
constatou o conservador Rush Limbaugh, âncora de um popular programa
de rádio. "Há 40 anos eu não via a base republicana
tão unida", entusiasmou-se Limbaugh, em entrevista a à
rede de TV Fox News. "Obama e (o candidato democrata a vice Joe)
Biden têm muito trabalho pela frente. O apelo dela é muito
forte, porque ela é uma mulher comum capaz de atacá-los."
À pergunta sobre o "populismo" de Sarah, o radialista
admitiu: "Há populismo nela, mas ela trata das preocupações
dos americanos." Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |