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'Lula
é prova de que EUA dialogam com a esquerda' |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Sexta-feira,
5 de setembro de 2008
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SAINT-PAUL, EUA "O presidente
Lula é um exemplo de como os Estados Unidos reagem de forma diferente
diante de diferentes líderes", afirmou Reich, considerado
um linha-dura na política externa, sobretudo com relação
a Cuba e à Venezuela de Hugo Chávez. "Eu era secretário-assistente
de Estado durante a primeira campanha de Lula, e me disseram que não
podíamos deixá-lo ser presidente. Respondi que não
votava no Brasil, que para nós o importante é que o presidente
fosse eleito democraticamente, e que, se fosse Lula, nós tentaríamos
trabalhar com ele. E, quer saber? Trabalhamos com ele." "Discordamos
em alguns assuntos, como comércio, mas de maneira amigável,
assim como discordamos dos alemães, dos franceses ou dos canadenses",
sublinhou Reich, referindo-se ao fracasso das negociações
para a criação da Área de Livre Comércio das
Américas e, mais recentemente, da Rodada Doha da Organização
Mundial do Comércio. "O comércio
é uma das áreas de contraste marcado entre McCain e Obama",
disse Reich. "McCain sempre foi a favor de mais livre comércio,
de abertura do nosso mercado e também dos outros países",
sublinhou. "Obama é contra os acordos de livre comércio
e cede às pressões daqueles que acham que o comércio
elimina empregos nos EUA." Segundo Reich, os republicanos acreditam
que o comércio gera empregos tanto nos países latino-americanos
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