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Le
Pen pede abstenção em massa |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Quarta-feira,
2 de maio de 2007
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PARIS Convido os eleitores
que confiaram em mim a não depositar seu voto por madame Royal
nem por monsieur Sarkozy, anunciou Le Pen, aos cerca de 5 mil simpatizantes.
Convido-os expressamente a uma abstenção maciça,
a se guardarem para as eleições legislativas de junho,
completou o polêmico líder ultranacionalista, que obteve
3,8 milhões de votos, ou 10,44%, no primeiro turno, dia 22, ficando
em quarto lugar. A Assembléia Nacional tem eleições
em dois turnos, nos dias 10 e 17 do mês que vem. Numa disputa apertada,
em que 4 a 6 pontos porcentuais separam Sarkozy de Ségolène,
segundo diferentes pesquisas, havia uma expectativa quanto a uma adesão
de Le Pen. Apesar de estar muito mais próximo ideologicamente de
Sarkozy, o apoio ao candidato direitista não era garantido, em
razão de mágoas guardadas da campanha que, afinal,
prevaleceram, mas não a ponto de Le Pen apoiar a socialista. Seria ilusório
e perigoso votar pela candidata socialista para nos vingarmos de Sarkozy
por nos ter roubado nosso programa, mas também seria loucura dar
nosso voto a um candidato que nos segue considerando extremistas,
raciocinou Le Pen, que na eleição presidencial de 2002 surpreendeu
ao passar para o segundo turno, deixando de fora o candidato socialista
Lionel Jospin. Mas acabou massacrado no segundo pelo presidente Jacques
Chirac, que obteve 82% dos votos. Outra manifestação de Primeiro de Maio, convocada pela Confederação Geral do Trabalho, converteu-se, em grande medida, num protesto anti-Sarkozy, com cerca de 25 mil participantes. Os sindicalistas criticam propostas do direitista que, segundo eles, ferem os direitos dos trabalhadores. O ex-ministro do Interior
voltou a dizer ontem que, se eleito, vai obrigar os trabalhadores dos
ônibus e do metrô a manterem o serviço, durante as
greves, por pelo menos três horas por dia, nos horários de
pico. Sarkozy também tem dito que, em seu governo, a cada dois
funcionários públicos que se aposentarem, apenas um será
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