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Três sobreviventes são resgatados de supermercado |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Segunda-feira,
18 de janeiro de 2010
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PORTO PRÍNCIPE A equipe trabalhava
nos escombros do hotel por volta de 6 horas, quando ouviu alguém
batendo no concreto. O tenente Jefferson Porto, do Corpo de Bombeiros
do Rio, mandou desligar a escavadora e fazer silêncio. Tratava-se
de uma mulher francesa, com idade estimada de 30 a 40 anos. "Ela
falava calmamente, sem nenhum sinal de desespero", contou Porto.
Uma equipe francesa assumiu o resgate. No Caribbean, bombeiros
americanos retiraram com vida três haitianos entre 3 horas e 6 horas
da madrugada de ontem: uma menina de 7 anos, um homem de 34 e uma mulher
de 50. No total, as 43 equipes internacionais em Porto Príncipe
resgataram 70 pessoas com vida. Nem todos têm tido a mesma sorte. Na madrugada de domingo, Witchar Longfosse assistia, sentado na laje de uma construção ao lado, ao trabalho de 24 bombeiros de Los Angeles e da Flórida, que removiam os escombros do Unibank, onde sua mulher Widline trabalhava. "Sinto que ela está viva", dizia Witchar, que como Widline tem 28 anos e um bebê de cinco meses. Engenheiro de tecnologia da informação, Witchar trabalha na Digicel, e estava no oitavo andar do prédio de 11 da empresa de celular no momento do terremoto. Mas o prédio foi construído para resistir a terremotos, e todos os funcionários saíram ilesos. Já o edifício de três andares do Unibank desabou. Witchar chegou em seguida e ajudou a resgatar duas pessoas, com as mãos. Outras quatro foram retiradas de lá até quinta-feira, e na sexta ainda se ouvia a voz de uma mulher soterrada. Depois de trabalhar no local durante mais de 12 horas, os bombeiros desistiram do edifício. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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