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Forças
americanas ampliam ações e ocupam sede do governo |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Quarta-feira,
20 de janeiro de 2010
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PORTO PRÍNCIPE Agarrados às
grades que circundam o palácio desocupado, centenas de haitianos
saudaram os soldados americanos: "Grande! Ouça-os chegando."
Outros criticaram a sua presença. "Não os vi distribuindo
comida no centro da cidade, onde o povo necessita urgentemente de água,
alimentos e medicamentos. Isso parece mais uma ocupação",
disse aos repórteres o estudante Wilson Guillaume, de 25 anos.
Depois do terremoto, o presidente René Préval instalou seu
gabinete numa delegacia de polícia perto do aeroporto. "Não gostaríamos
de ver o desembarque militar estrangeiro em nosso país, mas, dada
a terrível situação em que nos encontramos, a presença
deles é necessária", ponderou Moline Augustin, que
observava o movimento do lado de fora do palácio. "Estamos
felizes que eles tenham chegado porque temos muitos problemas", disse
o cabeleireiro Fede Felissaint. "Se quiserem, que fiquem por mais
tempo do que em 1915." Mais de 11 mil militares
americanos estão no Haiti, em embarcações na costa
ou a caminho do país. Os Estados Unidos afirmam que a principal
missão dos soldados é humanitária, para participar
e ajudar a proteger a enorme operação internacional de ajuda
humanitária para as vítimas do terremoto. No entanto, comandantes
americanos também têm dito que estão preparados para
impor a segurança na capital, caso necessário. O comando
das forças da ONU está a cargo do Exército brasileiro,
que contribui com 1,3 mil dos 7 mil soldados da missão de paz. Na segunda-feira,
paraquedas levando 14,5 mil caixas de alimentos e 15 mil litros de água
foram lançados por helicópteros americanos em uma área
a 8 quilômetros do aeroporto de Porto Príncipe. O Conselho de Segurança
da ONU aprovou ontem por unanimidade um contingente extra de 2 mil militares
e 1,5 mil policiais. Esses últimos se incorporarão à
força policial internacional, que já conta com 2,1 mil integrantes.
O reforço é destinado a conter os saques, que muitas vezes
atrasam a distribuição da ajuda enviada ao país,
além de gerar tumultos e violência na capital. O terremoto
matou mais da metade dos 4,5 mil policiais haitianos, que foram reduzidos
a 2 mil. "Este envio contribuirá
para a manutenção da paz e apoiará os esforços
para ajudar na recuperação do Haiti", disse o presidente
de turno do Conselho, o embaixador chinês Zhang Yesui. O responsável
pelas Operações de Paz da ONU, Alain Leroy, ressaltou que
os soldados enviados para o Haiti vão escoltar os comboios civis
com a ajuda humanitária e assegurar uma distribuição
"justa e ordenada". O secretário-geral
da ONU, Ban Ki-moon, reforçou o pedido para que a comunidade internacional
continue ajudando o Haiti: "Peço a todas as ONGs que cooperem
com a ONU na assistência.". Ele garantiu que as dificuldades
iniciais e os atrasos para enviar ajuda humanitária estão
sendo superados. Com AP, AFP, EFE E REUTERS Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |