|
Maior desafio no Haiti é coordenar ajuda externa |
|
|
LOURIVAL
SANTANNA |
Sexta-feira,
22 de janeiro de 2010
|
|
PORTO PRÍNCIPE "Antes do terremoto,
a administração e os serviços públicos já
eram muito frágeis", diz Michel Pinauldt, chefe de Serviços
Extraordinários do Ministério do Interior francês,
que até março do ano passado assistiu o governo haitiano
na sua organização administrativa. "É neste
momento que a eficiência tem de estar no nível máximo.
Infelizmente não é o caso." Pinauldt se reuniu ontem
com Préval, que lhe pediu ajuda na reorganização
da administração depois do desastre. Não há informação firme sequer sobre questões básicas, como o número de funcionários públicos no país - e muito menos de quantos morreram no terremoto. Os números variam de 45 mil a 60 mil. De acordo com Pinauldt, não se sabe ao certo porque parte dos funcionários públicos não está na folha de pagamento do Estado: recebe diretamente dos cidadãos aos quais prestam serviços. "E não é propina." É normal se pagar diretamente para garantir que um serviço público seja executado. Cinquenta famílias
se reuniram e pagaram US$ 5 mil, por exemplo, para que uma escavadeira
do Ministério de Obras Públicas revirasse os escombros do
prédio do Ministério do Planejamento, onde seus parentes
estavam soterrados. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
| Anterior |
|