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de dinheiro deve reativar a economia haitiana |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Sábado,
23 de janeiro de 2010
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PORTO PRÍNCIPE Os bancos comerciais
estão sendo reabertos para que os correntistas possam sacar dinheiro
para atender as próprias necessidades. Algumas agências de
transferência de dinheiro - pelo menos as que não foram destruídas
pelo terremoto - voltaram a funcionar a partir de quinta-feira, injetando
dinheiro na economia. O envio de dinheiro por parentes no exterior é
uma das principais fontes de receita no Haiti. O ministro das Finanças,
Ronald Baudin, anunciou que o Banco Central voltará a funcionar
na segunda-feira. O presidente René
Préval firmou ontem com o chanceler da República Dominicana,
Carlos Morales Troncoso, um acordo de passagem livre dos produtos entre
os dois países vizinhos, sem barreiras alfandegárias. A
destruição do porto pelo terremoto tornou a fronteira dominicana
a principal saída e entrada de produtos do e para o Haiti, que
divide com ela a Ilha Hispaniola. Daniel Dorsainvil, ex-ministro das Finanças, calcula que o terremoto causou uma perda equivalente a metade do Produto Interno Bruto do Haiti. As dificuldades causadas pela falta de dinheiro e pelos prejuízos materiais são agravadas pelo desabastecimento, que causou a duplicação dos preços. O galão (3,5 litros) de gasolina subiu de 200 gourdes (US$ 5) para 400 gourdes (US$ 10), provocando o aumento dos preços dos transportes. Os tradicionais tap tap, um lotação montado sobre a carroceria de camionetes, passaram a cobrar 25 gourdes (US$ 0,62) por trajetos na cidade que antes custavam 10 gourdes (US$ 0,25). O quilo do arroz saltou de 23 gourdes (US$ 0,57) para 45 gourdes (US$ 1,12). São preços muito altos, para um país em que 80% da população estava desempregada, antes do terremoto. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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