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Presidente deposto tenta
evitar recuo de missão |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Quinta-feira, 8 de
outubro de 2009
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TEGUCIGALPA Os chanceleres, subsecretários
de Estado e diplomatas reuniram-se por uma hora e meia com o presidente
deposto no gabinete do embaixador do Brasil em Honduras, convertido em
escritório de Zelaya. Eles vinham diretamente do encontro com Micheletti,
que também se mostrou firme na posição de não
restituir o poder a Zelaya, pelo menos antes das eleições
de 29 de novembro. À pergunta
sobre se as posições dos dois não pareciam distantes
demais para serem conciliadas, um dos principais integrantes do grupo
de 20 pessoas, que pediu para não ser identificado, admitiu ao
Estado: É natural que as pessoas comecem com posições
maximalistas, mas a posição de Micheletti foi muito dura.
A não ser que ele haja adotado uma posição de negociador,
não O secretário-geral
da OEA, o chileno José Miguel Insulza, não descartou a possibilidade
de a organização reconhecer o resultado de eleições
realizadas sem que Zelaya tenha sido restituído ao cargo
o principal pesadelo do líder deposto. Não vou falar
pelos chanceleres, respondeu apenas, quando o Estado lhe
perguntou a respeito. Durante a reunião,
Zelaya contou sua saga desde antes do golpe de 28 de junho. Ele afirmou
que não tinha intenção de reeleger-se, que foi julgado
sumariamente numa noite, e que só soube do julgamento dois dias
depois, quando já estava na Costa Rica. Zelaya também mostrou
fotos de cães Os golpistas se opõem a minha restituição para prolongar a crise e não realizar eleições, acusou Zelaya, ao sair da reunião no fim da manhã com os seus ministros da Casa Civil, Victor Meza, e do Trabalho, Maira Mejía, e com o coordenador da Frente de Resistência contra o Golpe de Estado, Juan Barahona. Zelaya insistiu que uma saída negociada para a crise criada com sua deposição, no dia 28 de junho, depende do cumprimento do Acordo de San José. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |