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Zelaya diz que não
é otimista com negociação |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Sexta-feira, 9 de
outubro de 2009
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TEGUCIGALPA Zelaya, que se reuniu
na quarta-feira à noite com representantes da OEA, afirmou que
eles estavam sumamente abatidos com a atitude de (presidente de
facto, Roberto) Micheletti, que disse que não importava o que resolvesse
a mesa de diálogo, se não fosse aprovado pelos outros Poderes
ele não teria nenhuma responsabilidade. Zelaya voltou a dizer
que a ideia de um terceiro assumir a presidência seria um
novo golpe de Estado. Num sinal de seu desconsolo, ele cometeu um
ato falho, chamando Maira Mejía, uma das suas representantes no
diálogo, de ex-ministra do Trabalho. A mesa de
diálogo discutirá não só a solução
para o impasse político, para que se possa realizar as eleições
em paz, mas também uma verdadeira reforma social,
disse o presidente deposto. Zelaya disse que essa
mesa de diálogo prosseguirá, provavelmente até
o dia 15, prazo que ele estipulou para um acordo para sua restituição
ao cargo, caso contrário não reconhecerá as eleições
previstas para novembro. Um carro da embaixada brasileira foi minuciosamente revistado pela polícia antes de sair da casa ontem. O Artigo 21 da Convenção de Viena afirma que os locais da missão (diplomática), seu mobiliário e seus meios de transporte não poderão ser objeto de busca, requisição, embargo ou medida de execução. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |