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'Se
nos atacarem, resistiremos com todas as nossas forças' |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Domingo, 16
de abril de 2006
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TEERÃ "Se nos invadirem,
resistiremos com toda a força", concorda Modjtaba Bayat, integrante
da Guarda Revolucionária. O repórter do Estado pondera para
a pequena multidão que se formou a seu redor que os afegãos
e os iraquianos também diziam isso antes do bombardeio americano.
Nematifavah, que como muitos iranianos adora futebol, rebate: "Você
está equiparando a seleção brasileira ao número
200 do ranking. Afeganistão e Iraque não se comparam ao
Irã." "No início,
talvez eles tenham sucesso, mas garanto que todos os iranianos, até
os que estão contra a guerra, vão defender o Irã",
completa Modjtaba Zendedel, um policial militar de 25 anos. "Nos
últimos anos da guerra (Irã-Iraque), nos bombardearam, nos
ameaçaram até com armas biológicas, e não
fomos embora, ficamos aqui", orgulha-se Mohamad Bagari, de 59 anos.
Os iranianos não
aceitam o argumento de que os Estados Unidos são uma coisa, o Iraque
da guerra de 1980 e 1988, outra. "Naqueles oito anos de guerra, enfrentamos
todas as potências - Estados Unidos, Inglaterra, França,
Alemanha -, que eram aliadas do Iraque", lembra Bahram Moradi, de
40 anos, dono de uma loja de autopeças em Salehabad, uma pequena
cidade 30 quilômetros ao sul de Teerã. "E ainda havia
os curdos do norte, que cortavam a cabeça dos soldados iranianos.
Não temos mais esses problemas internos. O Irã de hoje é
muito mais forte que antes." "Em princípio,
não creio que os americanos nos ataquem, porque faz 30 anos que
dizem que vão nos atacar", diz Moradi, um iraniano de etnia
turca que lutou na guerra contra o Iraque, no corpo de infantaria do Exército.
"Mas, se atacarem, não tenho medo algum." O caminhoneiro
Farhad Yusefi também não acredita num ataque: "Os EUA
já têm problemas demais no Iraque e no mundo." Em qualquer caso, concordam todos, não há o que temer. "A morte é a glória, é uma honra para os iranianos. Vamos abraçá-la", assegura Zendedel, o policial militar. "Vamos transformar isto num cemitério de americanos", conclui, com uma frase antes usada por afegãos e iraquianos. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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