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Irã
ameaça com ataques suicidas |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Segunda-feira, 17
de abril de 2006
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TEERÃ Citando como fonte
"funcionários iranianos", o Sunday Times informou que
40 mil voluntários já estariam prontos para a ação.
O jornal afirma que haveria uma unidade de voluntários na Guarda
Revolucionária, uma das forças armadas iraquianas, e que
eles teriam sido vistos pela primeira vez num desfile militar no mês
passado, com fardas verde-oliva, explosivos atados à cintura e
segurando detonadores. De acordo com o jornal,
o diretor do Centro para Estudos Estratégicos Doutrinários,
Hassan Abassi, teria dito, num discurso, que 29 alvos no Ocidente já
foram identificados. "Estamos prontos para atacar pontos sensíveis
americanos e britânicos se eles atacarem as instalações
nucleares do Irã", teria dito o especialista. O presidente do Irã,
Mahmoud Ahmadinejad, anunciou, na terça-feira, que o país
começou a enriquecer urânio, em caráter experimental,
para fins pacíficos. A idéia é atingir escala industrial
até o fim do ano. A Agência Internacional de Energia Atômica
(AIEA) não está convencida do caráter exclusivamente
pacífico do programa. O Conselho de Segurança da ONU deu
ao Irã prazo de um mês, que expira no dia 28, para suspender
o programa. O governo americano não descarta uma ação
militar para impedir o Irã de levá-lo adiante. Mohammad Ali Samadi,
porta-voz do Comitê para a Comemoração dos Mártires
da Campanha Islâmica Global, disse à Reuters que o grupo
registrou, nos últimos dias, cerca de 200 voluntários para
atentados a bomba. "Por causa das ameaças, começamos
a registrar mais voluntários desde sexta-feira." Samadi afirmou
à agência que, desde a criação do grupo, em
2004, 52 mil pessoas teriam sido recrutadas para participar de atentados. Mas o porta-voz do
comitê, que afirma não ter ligação com o governo
iraniano, negou que a Guarda Revolucionária esteja envolvida em
ataques suicidas. "Somos o único grupo de busca de martírio
no Irã." Não há notícias de participação
direta de iranianos em atentados suicidas. Mas o Irã apóia
grupos como o libanês Hezbollah e o palestino Hamas, que executam
esses atentados. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |