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Voluntários
para atentados suicidas já são 55 mil |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Terça-feira, 18
de abril de 2006
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TEERÃ As inscrições se intensificaram nos últimos dias, com a hipótese de os Estados Unidos atacarem o Irã, por causa de seu programa nuclear. "Estão sempre ligando e perguntando como fazem para inscrever-se", conta Yazdi. O grupo tinha antes um site na internet, pelo qual era possível preencher o cadastro. "Os americanos o tiraram do ar", diz o funcionário. "Mas estamos preparando um novo site." Segundo Yazdi, há até mesmo judeus e cristãos entre os voluntários. Também querem ir ao paraíso? "É isso aí, e é perfeitamente racional", responde ele. E Yazdi, gostaria
de ser shahid também? "Esse é o meu sonho", responde
o rapaz de 25 anos. "Tenho um desejo enorme. Não é
morrer. Alá diz, no Alcorão: 'Dê-me tua vida, e te
dou algo muito melhor.'" E o que acham seus pais disso? Yazdi conta
que, durante a guerra Irã-Iraque (1980-88), seu irmão mais
velho foi lutar e voltou ferido, e seus pais aceitaram. "Meus pais
gostam dessa minha fé." Yazdi explica que não há restrições de idade nem de sexo. Crianças e velhos também se inscrevem. Mas a maioria tem entre 18 e 30 anos. Ele diz que o Comitê não tem ligação com o governo, e que não tem muitos custos: "A imprensa, os canais de TV do mundo inteiro divulgam a nossa causa", diz ele, com um sorriso. Cercado, em seu stand, de monitores de TV passando filmes de operações suicidas, Yazdi diz que não pode informar quantos de seus voluntários já se explodiram. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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