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Petrobrás
prepara exploração no Golfo |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Segunda-feira, 1.º
de maio de 2006
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TEERÃ O bloco de Tusan fica
no Golfo Pérsico, na embocadura do Estreito de Ormuz, que se especula
que o Irã fecharia para causar o colapso do fornecimento de petróleo,
caso fosse atacado pelos Estados Unidos. Como por enquanto tudo isso é
hipótese, a Petrobrás segue adiante com seu trabalho no
Irã. A companhia está contratando equipamentos e serviços
para começar, em setembro, a perfurar a área, com 6.236
quilômetros quadrados e 80 metros de profundidade. O bloco foi ganho
com o compromisso de investir no mínimo US$ 30 milhões na
sua exploração - que consiste na descoberta e avaliação
da reserva. Pode encontrar petróleo como pode não encontrar.
Ao contrário da maioria dos países, o Irã, depois
da Revolução Islâmica de 1979, não aceita remunerar
os investidores com parte da produção. A Petrobrás
receberá uma remuneração pelo investimento total
- que pode chegar a US$ 80 milhões. A porcentagem é segredo
comercial. Varia de contrato para contrato. Depois da exploração,
vêm o desenvolvimento do campo - que é a sua preparação
para que comece a produzir - e a produção, sob monopólio
da estatal National Iranian Oil Company (Nioc). A modalidade de pagamento
por serviços é desinteressante para as companhias, e tem
restringido os investimentos no Irã. Preocupado com a baixa taxa
de investimentos estrangeiros, o governo iraniano estuda mudanças
nesses contratos, para torná-los mais atraentes. "Gostaríamos
de ter acesso à produção", diz Tony Piazza,
gerente-geral da sucursal da Petrobrás em Teerã. "Antes,
o barril do petróleo estava US$ 20, agora está US$ 70. O
custo e o risco da exploração são altos. Se você
dá acesso à produção, premia mais o risco." Em todo caso, Piazza,
em Teerã desde janeiro do ano passado, é um entusiasta do
Irã: "É um país fantástico." No
Irã estão 10% dos 132 bilhões de barris de reservas
mundiais de petróleo. O país produz 4 milhões de
barris por dia, ou 5% da produção mundial, de 80 milhões
de barris. É o quarto maior produtor e também exportador
mundial, com 2,6 milhões de barris por dia. Praticamente todas
as grandes companhias de petróleo do mundo estão no Irã,
com exceção das americanas, por causa do embargo imposto
por Washington, e da britânica BP, que, depois de comprar a Amco,
nos EUA, anunciou no ano passado que não atuaria mais no país.
Campos de petróleo "gigantes" como o do Irã, diz
Piazza, só se encontram no Iraque, cuja situação
política e de segurança torna sua exploração
inviável. Além do petróleo, a Petrobrás tem também interesse no desenvolvimento do campo de gás de South Pars, que o Irã deve licitar num futuro próximo. Se a crise nuclear permitir. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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