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Lembra-se do Vietnã?, desafia o general herói |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Domingo, 7
de maio de 2006
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VARDE Na manhã de
terça-feira, o general Meissam Mahdi Mojahid veio peregrinar no
túmulo de Hazrat. Herói da guerra Irã-Iraque (1980-88),
o corpo cravado de 16 cicatrizes de balas e fragmentos de granadas, Mojahid,
de 45 anos, pertence à Sepah, ou Guardas Revolucionários,
uma força de elite formada depois da Revolução Islâmica
de 1979 que combina alta capacitação militar com fervor
doutrinário. Flexível e transdisciplinar, a Sepah reúne
forças terrestres, aéreas e navais, e atua paralelamente
às Forças Armadas regulares. A Sepah é do regime;
as forças regulares, do Estado. O general está confiante. "Lembra-se do Vietnã?", pergunta ele. "Se os EUA invadirem o Irã, nossos jovens, como esses dois, vão se explodir na frente dos soldados americanos", diz Mojahid, apontando para Wahid Esmaili, de 27 anos, e seu irmão Homed, de 21, que ouvem a conversa. Wahid, um engenheiro eletrônico que trabalha numa instalação nuclear de Karaj, a 35 quilômetros de Teerã, e Homed, que cria peixes, confirmam que estão prontos para o sacrifício. "Para nós, o martírio é a glória", garante Mojahid, saindo do santuário. "A tecnologia nuclear é direito de todos os iranianos, e vamos resistir até a última gota de sangue." Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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