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Atentados prejudicam
Maliki |
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LOURIVAL SANTANNA |
Domingo, 7 de março de 2010
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BAGDÁ Liderada pelo partido
xiita Dawa, de Maliki, a aliança Estado de Direito é formada
ainda por dois grupos sunitas sectários: a Frente Nacional de Salvação
Anbar e o Bloco Árabe Independente. Mas não conseguiu atrair
a adesão de partidos seculares importantes. Já a Al-Iraqiya,
do ex-primeiro-ministro xiita Ayad al-Allawi, abriga 11 grupos xiitas,
10 sunitas e 1 turcomano, todos de inspiração secular. Allawi
chefiou o governo entre a dissolução do gabinete interino,
em junho de 2004, e a nomeação do primeiro-ministro Ibrahim
al-Jaafari, depois das eleições de janeiro de 2005. Nesse
periodo, ganhou o apreço dos Estados Unidos. Jaafari, que pertence
ao Dawa, foi substituído por Maliki em 2006, em meio a críticas
por não ter conseguido conter a violência e restabelecer
os serviços públicos, como água e eletricidade. Maliki
também não avançou muito nessa área. As principais organizações
xiitas sectárias estão reunidas na Aliança Nacional
Iraquiana: o grupo do clérigo Moqtada al-Sadr, o Conselho Supremo
Islâmico do Iraque e a Organização Badr. Fazem parte
ainda Jaafari, o ex-aliado dos EUA Ahmed Chalabi, agora vinculado ao Irã,
e o grupo sunita Conselho de Salvação Anbar. O ministro do Interior,
Jawad Bolani, xiita secular bem-visto pelo Ocidente, lidera a Aliança
da Unidade do Iraque, da qual fazem parte o ministro da Defesa, o sunita
secular Saadoun al-Dulaimi e o líder sunita sectário Ahmad
Abu Risha, dos Conselhos Despertar, que lutaram contra a Al-Qaeda . Dentre os curdos, os inimigos históricos PUK, de Jalal Talabani, e KDP, de Massoud Barzani, tornaram-se aliados depois da invasão de 2003. Talabani é presidente do Iraque e Barzani, do Curdistão. Graças a sua coesão, devem se tornar os fiéis da balança na formação do próximo governo. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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