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Palestinos
de Jerusalém Oriental votarão |
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LOURIVAL SANTANNA |
Quarta-feira,
11 de janeiro de 2006
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JERUSALÉM A decisão era
considerada pelos analistas o primeiro teste para o vice-primeiro-ministro
interino, Ehud Olmert. Numa amostra das divisões internas no gabinete,
o ministro das Relações Exteriores, Silvan Shalom, protestou
contra a decisão. Shalom permanece no partido direitista Likud,
do qual o primeiro-ministro Ariel Sharon saiu em novembro para formar
um novo partido de centro, o Kadima. A cisão se deveu à
decisão de Sharon de se retirar, em agosto, da Faixa de Gaza. De acordo com Mofaz,
os moradores de Jerusalém Oriental poderão votar nas seis
agências do correio israelense nesse lado da cidade, ou em Abu Dis,
um município contíguo a Jerusalém, mas que politicamente
é considerado parte da Cisjordânia. O subterfúgio
do correio - que caracteriza uma espécie de voto à distância,
embora ele seja depositado em caixas que fazem as vezes de urna - foi
usado na outra eleição para o Parlamento palestino, há
dez anos, e na eleição presidencial do ano passado. Nas
eleições municipais, realizadas também em 2005, os
palestinos de Jerusalém Oriental não votaram. O governo israelense
já havia informado, na segunda-feira, que os candidatos palestinos
poderiam fazer campanha em Jerusalém Oriental, desde que não
pertencessem ao grupo extremista Hamas, não pregassem a destruição
de Israel e obtivessem autorização da polícia. Fontes do governo
israelense vinham dizendo nos últimos dias que não dariam
pretexto para a Autoridade Palestina postergar mais uma vez as eleições
parlamentares. O mandato dos atuais 88 deputados palestinos (o novo Parlamento
terá 132) expirou há cinco anos, mas o então presidente
palestino, Yasser Arafat, morto em 2004, considerou que não havia
condições para realizá-las, por causa da presença
ostensiva de militares israelenses na Cisjordânia, em reação
ao reinício da intifada, o levante palestino nos territórios
ocupados. Agora, a situação é diferente: os israelenses
controlam apenas os acessos à Cisjordânia e se retiraram
por completo da Faixa de Gaza. Em Jerusalém
Oriental vivem 184 mil palestinos. Em comparação com a Cisjordânia,
com 2,2 milhões, e a Faixa de Gaza, com 1,7 milhão, não
é muito. Mas Jerusalém, que abriga o Domo da Rocha, de onde
Maomé, segundo a tradição, ascendeu ao céu,
e a mesquita de Al-Aqsa, a mais importante para os palestinos, tem um
enorme peso simbólico. Os
palestinos afirmam que a capital de um futuro Estado palestino deve ser
em Jerusalém Oriental, enquanto os israelenses consideram a cidade
"indivisível". O status final de
Jerusalém foi um dos principais empecilhos à continuidade
das negociações de paz, em 2000, entre Arafat e o então
primeiro-ministro israelense, Ehud Barak. Diante do impasse, e da impaciência
de israelenses e palestinos, Ariel Sharon, então líder da
oposição, resolveu fazer um passeio pela Esplanada das Mesquitas,
ou Monte do Templo, sagrado para os judeus. O passeio de Sharon desencadeou
o reinício da intifada. No início do ano seguinte, Sharon
derrotou Barak nas eleições, e é primeiro-ministro
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