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Aumenta
popularidade do partido Kadima |
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LOURIVAL SANTANNA |
Quinta-feira,
12 de janeiro de 2006
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JERUSALÉM Com isso, o Kadima
teria uma vitória folgada sobre os seus principais concorrentes:
o Partido Trabalhista viria em segundo lugar, com 16 cadeiras, e o Likud,
do qual Sharon saiu em novembro para fundar seu partido, em terceiro,
com 13. Analistas apontam os trabalhistas como possíveis parceiros
do Kadima numa coalizão para formar a maioria. Outros dois potenciais
parceiros, os seculares Meretz e Shinui, teriam 5 e 4 cadeiras, respectivamente.
O partido ultra-ortodoxo Shas ficaria com 10. A sondagem foi feita na
segunda-feira, em conjunto com o Canal 10 de TV, com 640 entrevistados. A popularidade do
Kadima está calçada na ampla aprovação, manifesta
na época por cerca de 70% dos israelenses, da retirada da Faixa
de Gaza, em agosto. Na pesquisa divulgada ontem, o primeiro-ministro interino
Ehud Olmert, sucessor de Sharon na liderança do Kadima, aparece
com 40,5% da preferência dos entrevistados para lidar com problemas
de segurança e diplomáticos, seguido do ex-primeiro-ministro
Binyamin Netanyahu, do Likud, com 29,5%, e do líder trabalhista
Amir Peretz, com 13,5%. Em temas socioeconômicos, a disputa é
muito mais acirrada: Olmert é o preferido por 30%, o esquerdista
Peretz, por 28,5% e o liberal Netanyahu, por 27%. Embora Sharon ainda
não tenha saído do coma em que está mergulhado há
uma semana, e os médicos não arrisquem prever que tipo de
habilidades ele terá, fontes do Kadima espalharam a notícia
de que o partido pretenderia apresentá-lo como seu candidato a
primeiro-ministro. Olmert encabeçaria a lista do partido de candidatos
a deputado. O ex-primeiro-ministro Shimon Peres, que deixou o Partido
Trabalhista para se juntar ao seu antes arqui-rival Sharon, seria o número
2 da lista. O parlamentarismo israelense prevê a figura do candidato
a primeiro-ministro. Mas, pela lei, todo candidato tem de assinar sua
inclusão na lista. Sharon teria de voltar do coma capaz de fazer
isso a tempo. Os médicos
têm desestimulado excessos de otimismo e advertido que não
se sabe quando nem como ele voltará do coma. Os briefings diários
que vinham sendo concedidos à imprensa foram suspensos. Um comunicado
do Hospital Hadassah informou ontem que a dosagem de anestésicos
administrados em Sharon continuou diminuindo, mas que ele continuava sob
leve sedação. A previsão era a de que os sedativos
fossem completamente retirados ontem à noite, e que seu efeito
ainda perdurasse por cerca de 36 horas, ou seja, até amanhã
de manhã. Mas os médicos alertam que cada paciente reage
de uma maneira. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |