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Partido
Likud sai dividido do governo israelense |
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LOURIVAL SANTANNA |
Sexta-feira,
13 de janeiro de 2006
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JERUSALÉM Mais do que uma ruptura
com o governo, no entanto, a saída dos ministros expôs uma
aguda divisão no interior do Likud, que, segundo as pesquisas,
amargaria um terceiro lugar, se as eleições fossem hoje.
A ordem da saída havia partido do líder do Likud, o ex-primeiro-ministro
Binyamin Netanyahu, na semana passada, mas fora por ele suspensa depois
do derrame de Sharon, no dia 4. Com os partidos já compondo as
suas listas de candidatos às eleições de março,
Netanyahu ordenou, na noite de quarta-feira, que eles lhe entregassem
suas cartas de renúncias às 10h da manhã de ontem. Num sinal mal dissimulado
de descontentamento, os ministros da Educação, Limor Livnat,
da Saúde, Dan Naveh, e da Agricultura, Yisrael Katz, resolveram
entregar suas cartas apenas à tarde, enquanto o ministro das Relações
Exteriores, Silvan Shalom, o mais importante do Likud, anunciou que apresentaria
a sua somente na próxima reunião do gabinete, no domingo. Caberá a Netanyahu
encaminhar as cartas de renúncia ao vice-primeiro-ministro e chefe
interino de governo, Ehud Olmert. De acordo com uma fonte citada pelo
Jerusalem Post, o chanceler Shalom "acredita que deixar o governo
é um erro, que enfraquecerá o Likud". Outras fontes
se queixaram do "ultimato desrespeitoso" imposto por Netanyahu,
que lembra o seu estilo rude de exercer a liderança do partido,
à qual retornou no ano passado, com a saída de Sharon e
de seus principais seguidores, incluindo Olmert. As divisões
do Likud são um mau presságio para o partido, que, segundo
a última pesquisa, publicada na quarta-feira pelo jornal Haaretz,
obteria apenas 13 das 120 cadeiras da Knesset (Parlamento). Em primeiro
lugar, viria o Kadima, fundado por Sharon em novembro e agora sob a liderança
de Olmert, com 44 deputados e uma vantagem folgada sobre o segundo colocado,
o Partido Trabalhista, com 16. O desempenho do Kadima nas pesquisas já
supera o alcançado sob a liderança de Sharon, quando lhe
atribuíam 40 cadeiras. De acordo com boletim
médico divulgado ontem à noite pelo Hospital Hadassah, em
cuja UTI neurológica Sharon se encontra desde o dia 4, uma tomografia
computadorizada mostrou que os restos de sangue da hemorragia foram absorvidos.
Com isso, os médicos removeram um tubo que tinham colocado no seu
crânio, para reduzir a pressão no cérebro. Uma linha
intravenosa foi colocada no braço de Sharon, cujo "batimento
cardíaco é regular e a temperatura, normal", diz o
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