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Sistemas é um dos mais complexos do mundo |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Terça-feira,
15 de abril de 2008
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ROMA O sistema eleitoral
italiano é um dos mais complexos do mundo. O voto do eleitor percorre
uma intrincada equação, cujo resultado pode ser bastante
diverso de sua intenção. O sistema é desenhado para
estimular a formação de alianças para garantir a
maioria, mas ao mesmo tempo favorece a entrada no Parlamento de partidos
pequenos, o que acaba prejudicando a governabilidade. Na atual legilslatura,
39 partidos conseguiram assentos. O eleitor não
vota num candidato, mas numa lista, seja de um partido ou de uma aliança.
Na Câmara dos Deputados, as alianças de partidos que se apresentam
em listas separadas precisam ter no mínimo 10% do total nacional
de votos para formarem bancada. Já cada partido dentro da aliança
tem de atingir 2% da votação nacional, mas há uma
espécie de anistia para o que tiver tido o melhor desempenho abaixo
desse patamar, que também pode eleger candidatos. Os partidos que
disputam as eleições fora de alianças enfrentam uma
cláusula de barreira de 4%. As alianças
com lista única também precisam alcançar 4% dos votos
para obterem representação na Câmara. A aliança
que tiver mais cadeiras recebe um "prêmio de maioria"
que lhe garante um mínimo de 340 dos 630 deputados. Desses, 12
são eleitos no exterior, incluindo o Brasil. No Senado, composto
de 315 cadeiras, as coisas se complicam, porque o cálculo se faz
em cada uma das 20 regiões da Itália. As alianças
com listas separadas por partido precisam de pelo menos 20% do voto da
respectiva região para terem assento na bancada dessa região
no Senado. Dentro delas, cada partido tem de ter no mínimo 3% dos
votos para obter assento. Para os partidos que disputam individualmente
ou em alianças de lista única, a cláusula de barreira
é de 8% no Senado. Seis senadores são eleitos no exterior.
O sistema adquiriu
a atual feição no fim de 2005, poucos meses antes das eleições
de abril de 2006, com uma lei elaborada pelo então ministro da
Reforma Institucional Roberto Caldoroli, da Liga Norte. Os críticos
acusaram o então primeiro-ministro Silvio Berlusconi de tentar
se beneficiar com a reforma. Em mais uma prova de sua complexidade, Berlusconi
perdeu a eleição e até Caldoroli critica a lei, atribuindo
os problemas a emendas de outros parlamentares. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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