Veltroni gosta de comparar-se a Obama

LOURIVAL SANT’ANNA
Enviado especial
Domingo, 13 de abril de 2008

ROMA

Na quarta-feira, o ator americano George Clooney passou por Roma, promovendo seu novo filme. Resolveu dar uma colher de chá a Walter Veltroni. “Eu o considero um ótimo amigo, como (Barack) Obama”, comparou, referindo-se ao pré-candidato democrata à presidência dos EUA. “Algumas pessoas, raras, têm algo de muito especial: capacidade de liderança, unidade e oratória. Como Obama”, repetiu o galã, que conheceu Veltroni pelo interesse comum pela causa de Darfur, o conflito no Sudão.

Veltroni pode até não ganhar estas eleições, pelo que indicam as pesquisas, mas era tudo de que precisava para atrair o voto feminino, enquanto seu adversário, Silvio Berlusconi, dava uma de suas tiradas controvertidas, dizendo que “as mulheres de direita são mais belas que as de esquerda”. Veltroni gosta de se comparar a Obama. Escreveu o prefácio da edição italiana de seu A Audácia da Esperança, adotou o slogan de campanha do senador negro - “Sim, podemos fazer” - e declarou recentemente que Obama é, como ele, “inovador, aglutinador e pós-ideológico”.

Prefeito de Roma desde 2001, reeleito em 2006, Veltroni acaba de completar o “aggiornamento” (atualização) da centro-esquerda. Seu Partido Democrático, criado em 2007, rompeu com os comunistas e os verdes, levando a legenda mais para o centro. Sua frase favorita é a do ex-premiê sueco Olov Palme, social-democrata morto em 1986: “Nossa luta não é contra a riqueza, mas contra a pobreza.”

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